No âmbito da comemoração dos 50 anos da aprovação da Constituição da República Portuguesa, a Amnistia Internacional – Portugal (AI-PT) lança o desafio a todos os que utilizam a ilustração como expressão da sua criatividade, para que criem cartazes ilustrados que retratem e discursem sobre a forma como os artigos da Constituição Portuguesa promovem e protegem os direitos humanos consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
A participação no concurso é gratuita e está aberta a autores individuais com idade igual ou superior a 18 anos (cumpridos até 14 de março de 2026).
As candidaturas serão realizadas através de formulário online e cada participante poderá submeter no máximo uma ilustração.
Todas as ilustrações devem ser originais, não podendo ter sido previamente publicadas ou divulgadas pelos seus autores (em publicações em papel ou digitais), nem podem ter sido submetidas à apreciação de júris.
Não serão aceites ilustrações que contenham violência explícita, discursos de ódio, conteúdos preconceituosos ou ofensivos, bem como qualquer conteúdo que atente a dignidade humana.
As participações terão de respeitar o estabelecido no Regulamento do concurso
As técnicas e os suportes a utilizar na execução do cartaz são de escolha livre, e a ilustração pode ou não conter texto manuscrito ou tipográfico, sobre o(s) artigo(s) da constituição ilustrado(s) no cartaz.
O cartaz deve ser elaborado tendo em conta as seguintes indicações:
Ilustração digital - ficheiro de imagem com tamanho A3 (29,7cm x 42 cm) e resolução a 300 dpi.
Ilustração tradicional (meios físicos) - suporte com tamanho A3 (29,7cm x 42 cm). Caso seja uma das 30 ilustrações selecionadas, o/a autor/a compromete-se a fazer chegar o original à sede da Amnistia Internacional - Portugal.
Aos três autores vencedores serão atribuídos os seguintes prémios:
Catarina Sobral escreve, ilustra e faz cinema de animação. Colabora regularmente como ilustradora para a imprensa periódica, discos e cartazes e assina vinte e quatro livros infantis, já publicados em dezenas de línguas. Concebeu e fez a direcção artística de dois espectáculos de teatro, realizou duas curtas-metragens de animação e produziu um programa de rádio para crianças. Tem participado em várias exposições nacionais e internacionais e o seu trabalho já foi premiado pela Feira do Livro Infantil de Bolonha, Prémio Nacional de Ilustração, Sociedade Portuguesa de Autores e distinguido por publicações como o catálogo White Ravens e a revista 3×3.
Nasceu em Lisboa, em 1986. Licenciou-se em Design de Comunicação pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, mas antes andou de skate, jogou à bola e subiu às árvores. Co-fundou uma pequena editora, a Swimming Book. Entretanto, deu aulas de judo, estagiou no Pato Lógico e trabalhou numa gráfica. Gosta de fazer desenhos no papel e na parede e de cuidar de uma pequena horta na sua varanda.
Nascido em Lisboa, em 1958, Jorge Silva é um designer de comunicação de referência no panorama cultural português. Ao longo da carreira, destacou-se na direção de arte de publicações como Combate, O Independente e os suplementos Y e Mil Folhas do Público, reunindo mais de quarenta prémios da Society for News Design, nos Estados Unidos. Em 2001, fundou o atelier Silvadesigners, a partir do qual desenvolveu projetos de comunicação cultural e branding para instituições de destaque, incluindo a icónica sardinha das Festas de Lisboa, criada em 2003. Foi diretor de arte do Grupo Editorial Leya e consultor artístico da Imprensa Nacional-Casa da Moeda. Enquanto investigador e curador, criou a Biblioteca Silva, coleção de ilustrações e impressos que documenta a história da ilustração portuguesa, e mantém o blog Almanaque Silva, referência na área. Desta investigação nasceram publicações como a Coleção D, editada pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda, e diversos catálogos de ilustração e cartoon para a Abysmo. Tem lecionado Direção de Arte e História da Ilustração na Faculdade de Belas-Artes do Porto e participado em formações e conferências. Membro da Alliance Graphique Internationale desde 2012.
José Vieira é administrador da Viarco. A Viarco é a única fábrica de lápis em Portugal, e está sediada em São João da Madeira. Foi fundada em 1907 (e registada como Viarco em 1936), e é atualmente uma marca emblemática de materiais de desenho, escrita e artes plásticas. Conhecida pela tradição e qualidade, combina produção artesanal com inovação, produzindo lápis de grafite, cor e produtos técnicos.
Paula Fernández Pérez é vogal da Direção da Amnistia Internacional – Portugal e membro desde 2013. Com mais de 17 anos de experiência no setor social, desenvolveu o seu percurso nas áreas da angariação de fundos, sensibilização e comunicação, construindo estratégias que aproximam pessoas de causas e transformam valores em ação concreta. Integra este júri enquanto representante da Direção da organização, no âmbito desta iniciativa que celebra e convida à reflexão sobre a forma como os direitos humanos são consagrados e protegidos na Constituição da República Portuguesa. Acredita que a ilustração pode tornar os direitos humanos mais próximos e acessíveis, contribuindo para manter viva a memória democrática e o compromisso coletivo com a dignidade de todas as pessoas.
Abertura do Concurso: 13 de fevereiro de 2026
Prazo final para envio de candidaturas: 15 de março de 2026, às 23h59 (hora Portugal Continental)
Confirmação de admissão: 20 de março de 2026
Análise do júri: de 23 de março a 29 de março de 2026
Divulgação dos resultados: 2 de abril de 2026, 50º aniversário de aprovação da Constituição
Cerimónia de entrega de prémios e Inauguração da exposição: data a anunciar
Ficheiro para upload “Direitos Humanos e Constituição”
Cartaz do concurso
Para qualquer esclarecimento deverá ser utilizado o endereço de e-mail: ativismo@amnistia.pt referindo no assunto “Concurso de Ilustração".