Ameaçada de morte por proteger a Amazónia - Amnistia Internacional Portugal

Ameaçada de morte por proteger a Amazónia

Jani Silva é uma ativista ambiental que, apesar das ameaças à sua vida, continua a defender a conservação do ecossistema da Amazónia e os direitos de centenas de campesinos. O seu trabalho diz respeito a todos nós. Sim, a todos nós.

 

Jani Silva nasceu na Amazónia colombiana e dedicou toda a sua vida à defesa das árvores, das terras, da água e de todo um ecossistema fundamental para as vidas de todos nós. Cresceu rodeada pela natureza e pelos rios da Amazónia e é a esse território que chama de “casa”. Conhece-o, respeita-o e sabe que é possível coexistir em harmonia.

As suas ações em defesa do ambiente remontam aos seus 16 anos, idade em que começou a apoiar os campesinos da região de Putumayo, uma área no sul da Colômbia com uma biodiversidade verdadeiramente única e maravilhosa. Em 2008, fundou a Associação para o Desenvolvimento Integral e Sustentável da Pérola Amazónica (ADISPA) e, através dela, tem protegido o ambiente e os direitos daqueles que vivem num verdadeiro tesouro da floresta tropical: a reserva campesina em Putumayo.

Mas o seu trabalho pacífico colocou-a em disputa contra grandes empresas petrolíferas. Em 2006, a Ecopetrol, ganhou uma licença para operar em áreas dentro da reserva e, em 2009, essa licença foi transferida para a Amerisur. Desde então, houve pelo menos dois derramamentos de petróleo nas nascentes de água de que as comunidades dependem.

A Colômbia é o país mais perigoso para os ativistas ambientais no continente americano. Pessoas como Jani são atacadas, perseguidas e mortas diariamente.

Atualmente, as ameaças contra Jani vêm de grupos ilegais, de militares, de traficantes de droga e de empresas multinacionais. A pandemia de Covid-19 piorou ainda mais a situação, uma vez que a proteção se tornou mais limitada devido ao confinamento. Mas, Jani mantém-se irredutível e recusa-se até a alterar a sua rotina: acorda todos os dias às 5h30 e trabalha com centenas de campesinos da sua comunidade em projetos ligados à reflorestação e ao empoderamento de jovens.

Eu sou uma campesina. Adoro a minha terra, as minhas galinhas, a minha quinta, adoro andar descalça e sentir a natureza. (…) Porque defendo o meu território, as pessoas apontam-me uma arma à cabeça para me matar. Contudo, eu continuo porque não podemos fugir ou deixarmo-nos vencer pelo medo.

Jani Silva

Assine a petição dirigida ao presidente da República da Colômbia, Iván Duque, e apele a que proteja Jani e os membros da ADISPA, para que possam continuar a defender os recursos naturais de que todos dependemos. E todos sabemos que essa é uma missão urgente. Ao protegermos pessoas como a Jani, estamos a proteger o nosso planeta.

Todas as assinaturas serão enviadas pela Amnistia Internacional.