21 Junho 2018

(Artigo atualizado dia 22 de junho, às 12h30)

No dia 20 de junho de 2018, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva em que autoriza as crianças a permanecerem com os seus pais nos centros de detenção, enquanto os seus pedidos de asilo estão a ser processados. Esta ordem executiva visa alterar o Flores Agreement, que decreta que as crianças não devem ser mantidas em centros de detenção por mais de 20 dias. Sobre o assunto, Denise Bell, investigadora para os direitos de migrantes e refugiados da Amnistia Internacional dos Estados Unidos declarou:

“Nas últimas semanas testemunhámos a indignação de pessoas um pouco por todo o mundo ao denunciarem a cruel e desnecessária separação de mais de 2000 bebés e crianças dos seus pais. Em resposta, a administração Trump encontrou outra forma para castigar os pais e as crianças por procurarem proteção. Encarcerar famílias não é a solução para terminar com a separação familiar.

Que ninguém se engane – esta ordem executiva é uma traição para qualquer família que procure proteção contra a violência e perseguição.

Denise Bell, Amnistia Internacional USA

Que ninguém se engane – esta ordem executiva é uma traição para qualquer família que procure proteção contra a violência e perseguição. Mães, pais e crianças não devem ser colocados atrás de grades por períodos de tempo prolongados, simplesmente por procurarem refúgio. A detenção de crianças não só vai contra os valores de dignidade e igualdade do nosso país [EUA], como é uma ação ilegal que ameaça manchar permanentemente o histórico de direitos humanos nos Estados Unidos.

As pessoas que fogem para salvar as suas vidas têm o direito a procurar proteção. Os Estados Unidos não podem continuar a tratar famílias vulneráveis que fogem de uma violência hedionda e de perseguição como se fossem criminosos. Temos de fazer tudo o que seja possível para garantir a proteção para pessoas que já perderam tudo. É altura de pôr um fim à detenção de famílias, de uma vez por todas.”

A Amnistia Internacional fez campanha para acabar com a prática de detenção familiar, instando o Departamento de Segurança Interna a libertar famílias que fogem da violência e perseguição.

 


 

  • 230 milhões

    230 milhões

    Mais de 230 milhões de pessoas vivem fora do país em que nasceram – o que corresponde a cerca de 3% da população mundial global.
  • 14,2 milhões

    14,2 milhões

    No final de 2013 estimava-se que havia cerca de 14,2 milhões refugiados no mundo.
  • 10 milhões

    10 milhões

    Estima-se que 10 milhões de pessoas em todo o mundo são consideradas "apátridas" – nenhum país as reconhece como nacional.
  • 33,3 milhões

    33,3 milhões

    Cerca 33,3 milhões de pessoas foram forçadas a deixar as suas casas permanecendo dentro do seu próprio país (deslocados internos).

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