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Petição atualizada a 22 de março de 2018 às 16h15

No dia 21 de março de 2018, Ahed Tamimi foi condenada a 8 meses de prisão.

O facto de Ahed Tamimi permanecer presa é uma tentativa flagrante de intimidar todos os que desafiam a continuada ocupação das forças de segurança israelitas. Exigimos a sua libertação imediata!

A jovem de 17 anos foi considerada culpada em quatro das doze acusações, que incluíam o incitamento em redes sociais, agressão agravada e duas acusações por impedimento aos soldados de cumprirem os seus deveres. Além disso, Ahed deve ainda pagar uma multa de 5 000 shekels (cerca de 1 150 euros). A sua mãe, Nariman, foi condenada a 8 meses de prisão e ao pagamento de uma multa de 6 000 shekels (cerca de 1 380 euros) e uma pena suspensa de 3 anos por apoiar a agressão a um soldado, obstrução e incitamento. A prima de Ahed, Nour Tamimi, foi multada com 2 000 shekels (cerca de 467 euros).

A ativista palestiniana de 16 anos, Ahed Tamimi, tem sido apelidada de “Rosa Parks da Palestina”. Durante anos, ela e a sua família opuseram-se corajosamente à ocupação israelita.

A 15 de dezembro, a ativista palestiniana Ahed Tamimi e a sua família protestaram contra a decisão de Trump em reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. O trágico desenrolar de eventos que se seguiu fez com que o seu primo de 14 anos, Mohammed, fosse tragicamente baleado na cabeça, após um disparo de curta distância perpetrado por um soldado israelita. Mohammed precisou de uma delicada cirurgia, em que parte do seu crânio foi removida, para que a bala de borracha pudesse ser retirada.

Mais tarde, Ahed enfrentou pessoalmente os soldados israelitas quando estes entraram no quintal de casa da sua família. Num vídeo que, entretanto, se tornou viral, é possível ver a adolescente desarmada, a esbofetear, empurrar e a pontapear dois soldados israelitas armados e envergando equipamento de proteção. É óbvio que Ahed não representava nenhuma ameaça para estes soldados, já que facilmente poderiam afastar as suas investidas.

Desde então, a jovem ativista encontra-se presa e, no dia 21 de março, foi condenada a 8 meses de prisão. Uma condenação claramente a desproporcional às suas ações e uma manifesta tentativa de intimidar qualquer pessoa que desafie os abusos de direitos humanos de que os palestinianos são alvo no âmbito da brutal ocupação israelita.

Mas Ahed é apenas um exemplo das cerca de 350 crianças palestinianas que são perseguidas anualmente pelos tribunais militares israelitas. Às crianças que são presas são lhes sistematicamente negados os seus direitos e submetidas a tratamentos degradantes incluindo ameaças, interrogatórios violentos, são lhes vendados os olhos e, em alguns casos, são alvo de violência física.

Atue connosco e ajude-nos a fazer pressão ao primeiro ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para que:

  • A ativista palestiniana de 16 anos, Ahed Tamimi, que pode ser condenada a dez anos de prisão, seja libertada imediatamente.
  • As crianças palestinianas não sejam sujeitas a detenção e prisão, exceto em casos onde seja necessário de forma evidente, proporcional, como solução de último recurso e durante o menor tempo possível.

Ao assinar este apelo será enviado um email em seu nome ao primeiro ministro Benjamin Netanyahu.

Letter content

Dear Prime Minister,

The continued detention of teenage Palestinian activist Ahed Tamimi is outrageous and cannot be justified. She is only a child.

I am calling on you to:

• Release Ahed Tamimi without any delay.
• Ensure that Palestinian children are not subjected to detention or imprisonment except in cases where it is demonstrably necessary and proportionate as a last resort for the shortest appropriate period of time.

Yours sincerely,

Texto da carta a enviar

Caro primeiro ministro,

A detenção continuada da adolescente e ativista palestiniana Ahed Tamimi é um ultrage e não pode ser justificada. É apenas uma criança.

Apelo a que:

  • A ativista palestiniana de 16 anos, Ahed Tamimi , seja libertada imediatamente.
  • As crianças palestinianas não sejam sujeitas a detenção e prisão, exceto em casos onde seja necessário de forma evidente, proporcional, como solução de último recurso e durante o menor tempo possível.

Atentamente,

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