Assinar a Petição

Em junho de 2017, a coligação liderada pelos Estados Unidos da América – que inclui os EUA, França e o Reino Unido – lançou uma operação militar para expulsar o autoproclamado Estado Islâmico da sua denominada “capital”, Raqqa, na Síria. Mas em vez de apenas terem com alvo esse grupo armado, os ataques causaram a morte de centenas de civis e feriram outros milhares, além de terem destruído a maior parte da cidade.

“Pensámos que as forças que vieram para expulsar o Daesh saberiam o que fazer  e que o iram apenas o ter como alvo, deixando os civis de fora. Fomos ingénuos. Na altura em que percebemos como tudo estava perigoso era demasiado tarde; estávamos encurralados.”

Rasha Badran, residente em Raqqa que, em conjunto com o seu marido, perdeu toda sua família incluindo a única filha de um ano, Tulip, cujo pequeno corpo enterraram junto de uma árvore antes de fugirem da cidade.

Investigadores da Amnistia Internacional visitaram Raqqa e reportaram um nível de destruição incomparável a qualquer coisa que tenham visto durante as últimas décadas de investigação sobre o impacto de guerras. Casas, edifícios públicos e privados e infraestruturas estavam reduzidas a entulho ou danificadas sem reparo possível.

As forças da coligação conduziram dezenas de milhares de ataques aéreos em Raqqa entre junho e outubro de 2017. Só as forças dos EUA foram responsáveis por mais de 90% desses ataques. A coligação alega que a precisão do seu ataque aéreo permitiu bombardear e expulsar o autoproclamado Estado Islâmico de Raqqa, causando muito poucas vítimas civis – claramente não é verdade.

Viviam famílias inteiras em Raqqa. Famílias como as nossas. Podemos exigir a verdade e justiça para elas e pelos seus familiares, e garantir que as suas vidas não serão esquecidas.

Assine esta petição e exija que a coligação liderada pelos EUA reconheça a escala do número de vítimas civis em Raqqa, que investigue os ataques aéreos devidamente, publique as suas conclusões e providencie reparação para as vítimas. A Amnistia Internacional irá enviar todas as assinaturas recolhidas, tendo como alvo os ministros da defesa destes países. Faremos pressão para garantir que crimes semelhantes não aconteçam no futuro!

“Aqueles que ficaram morreram, e aqueles que tentaram fugir morreram. Não podíamos pagar a traficantes, estávamos encurralados.”

Munira Hashish, residente em Raqqa que acabou por conseguir escapar com os seus filhos por um campo minado, caminhando por cima do sangue daqueles que tinham explodido ao tentarem fugir antes deles.

Letter Content

Defense Ministers,

I am writing about the chilling news of thousands of civilian lives wasted in Syria’s city of Raqqa due imprecise airstrikes carried out by the US, British and French forces during the US-led Coalition operation against the Islamic State armed group between June and October 2017.

I am deeply concerned and moved by these news, and hence, I call on you to ensure that the US-led Coalition:

  • Investigate airstrikes on Raqqa in a timely manner and publish all necessary details surrounding them, including dates, times, locations, weapons used and intended targets;
  • Where investigations reveal unlawfulness, demand that the member states prosecute the responsible parties;
  • Publicly acknowledge mistakes and the scale of the loss of civilian lives and destruction of property resulting from the US-led Coalition strikes on Raqqa;
  • Provide victims and their families with reparation and compensation; reparation to victims.

Entire families were killed by US-led Coalition strikes on Raqqa. These are civilians and families just like ours; they deserve answers, justice, and reparation.

Yours sincerely,

Texto da carta a enviar

Caros Ministros da Defesa,

Escrevo-lhes sobre as notícias chocantes de milhares de civis que perderam a vida na cidade síria de Raqqa devido aos ataques aéreos imprecisos conduzidos pelas forças norte-americanas, britânicas e francesas durante a operação da coligação liderada pelos Estados Unidos contra o autoproclamado Estado Islâmico, entre junho e outubro de 2017.

Estou profundamente preocupada/o e chocada/o com estas notícias, e por isso, apelo à coligação que:

  • Investigue os ataques aéreos em Raqqa, em tempo útil e que publique todos os detalhes necessários sobre eles, incluindo datas, horas, locais, armas usadas e alvos pretendidos;
  • Sempre que as investigações se revelem ilegais, exijam que os estados membros da coligação processem as partes responsáveis;
  • Reconheça publicamente os erros, a escala do número de vítimas civis e a destruição de propriedade que resultou dos ataques conduzidos pela coligação liderada pelos Estados Unidos em Raqqa;
  • Seja providenciada reparação e compensação às vítimas e às suas famílias.

Foram mortas famílias inteiras pelos ataques perpetrados pela coligação liderada pelos Estados Unidos em Raqqa. Eram civis e famílias como as nossas, merecem respostas, justiça e reparação.

Respeitosamente,

Juntar o meu nome

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