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A Turquia detém, atualmente, mais jornalistas do que qualquer outro país no mundo. Exija connosco a libertação de todos os jornalistas injustamente detidos enquanto apenas faziam o seu trabalho!

Um terço do total de jornalistas detidos encontra-se nas prisões turcas, sendo que a grande maioria se encontra a aguardar por julgamento.

Desde a violenta tentativa de golpe falhado em Julho de 2016, que os ataques à liberdade de imprensa atingem níveis perturbantes e sem precedentes no país.

Em simultâneo com o encerramento de mais de 160 órgãos de comunicação social, a mensagem é clara e perturbadora: o espaço para críticas está cada vez mais limitado e exercer o direito à liberdade de expressão tem um custo inimaginável.

Esta repressão tem de terminar! Os jornalistas e outros profissionais de comunicação detidos sem julgamento devem ser libertados.

A Amnistia Internacional frisa que a existência e respeito pela liberdade de imprensa é uma componente essencial de qualquer sociedade pluralista, e por isso instamos que o Ministro da Justiça, Abdulhamit Gül, faça tudo ao seu alcance para proteger estes princípios fundamentais.

Todas as assinaturas são regularmente enviadas pela Amnistia Internacional.

Ao assinar este apelo, será enviado um email em seu nome ao Ministro da Justiça, Abdulhamit Gül.

Texto da carta a enviar

Dear Minister,

I urge you to ensure that all journalists and other media workers held in pre-trial detention since the 15 July violent coup attempt, some for over six months, are released without delay.

Whilst it is indeed the right and duty of the government to investigate last summer’s coup attempt and to combat terrorism, it is also the responsibility of the authorities to ensure fundamental human rights are not violated in the process and the right to freedom of expression is respected.

The lengthy imprisonment of more than 120 journalists, executives and others in the media pending trial since July 2016 is arbitrary and punitive. This shocking number makes Turkey the biggest jailer of journalists in the world. I am worried that many of those detained may be facing unfounded terrorism charges aimed at harassing and intimidating journalists exercising their right to freedom of expression.

I call on you to use all your powers to uphold the fundamental principles of freedom of expression, fair trial, and to ensure that no prisoners are held in inhuman or degrading conditions.

Yours sincerely,

Texto da carta a enviar

Excelentíssimo Ministro,

Apelo a que garanta que todos os jornalistas e profissionais de comunicação detidos sem julgamento desde a violenta tentativa de golpe falhado do dia 15 de julho, alguns há mais de seis meses, sejam imediatamente libertados.

Ao mesmo tempo que é direito e dever do Governo investigar a tentativa de golpe do último Verão e combater o terrorismo, é também da responsabilidade das autoridades garantir que os direitos humanos não são violados durante o processo e que o direito à liberdade de expressão é respeitado.

A detenção prolongada de mais de 120 jornalistas e outros profissionais de comunicação com julgamento pendente desde julho de 2016 é arbitrária e punitiva. Este número chocante faz com que a Turquia seja o país que mais detém jornalistas em todo o mundo. Preocupa-me que muitos destes detidos possam estar a ser injustamente acusados de terrorismo, com o intuito de ameaçar e intimidar jornalistas que exercem o seu direito à liberdade de expressão.

Insto a que use todos os seus poderes para defender os princípios fundamentais da liberdade de expressão, de julgamento justo e para garantir que nenhum prisioneiro é mantido em condições desumanas e degradantes.

Atenciosamente,

Liberdade para os jornalistas detidos na Turquia!

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