Assinar a Petição

A Venezuela foi considerada durante décadas como um país de acolhimento para migrantes oriundos de vários países. Agora, tornou-se num país de onde a sua população foge em busca de um local seguro, de uma alternativa.

Os números de migrantes e requerentes de asilo de venezuelanos são alarmantes. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados reportou que, em novembro de 2017, mais de um milhão de pessoas tinha saído do país e mais de 133 000 procurou asilo em vários países nos últimos quatro anos.

A investigação conduzida pela Amnistia Internacional revelou que um dos três principais motivos para a fuga de venezuelanos é a falta de medicamentos, a par da falta de comida e emprego.

A falta de medicamentos tem particular impacto em pacientes com doenças crónicas, uma vez que a falta desses coloca em risco a própria vida dessas pessoas. Neste grupo incluem-se pessoas que sofrem de doenças oncológicas e diabetes, pacientes hemofílicos, e mulheres grávidas. Todas estas pessoas são, atualmente, forçadas a migrar já que não encontram outra opção que permita salvar as suas vidas.

É urgente garantir a cooperação internacional necessária para pôr fim a esta crise no acesso a produtos de subsistência como alimentos, medicamentos e todos os bens essenciais.

Assine a petição dirigida ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, e apele para que seja criada uma resposta conjunta de cooperação internacional que respeite os padrões de direitos humanos. Todas as assinaturas serão enviadas pela Amnistia Internacional.

Texto da carta a enviar

Excelências,

Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres,

Presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros,

Milhares de mulheres grávidas desejam que o nascimento dos seus bebés seja feito de forma segura e que nasçam com saúde, milhares de pessoas com doenças crónicas que precisam de receber cuidados médicos em hospitais ou que precisam de ter acesso a medicamentos têm testemunhado como os seus direitos têm sido seriamente violados, e estão agora desesperadas por medidas que os assegurem. Uma dessas medidas tem passado, até agoa, pelo abandono do seu próprio país, como saída de emergência.

A situação pode ser mitigada se tomarem um passo decisivo: apelo-vos, como representantes máximos das Nações Unidas e da República Bolivariana da Venezuela, para imediatamente avançarem com um mecanismo partilhado e coordenado de cooperação internacional, que respeite os padrões de direitos humanos, garantindo que as pessoas na Venezuela têm acesso a cuidados médicos e alimentos de forma eficaz e atempada.

Atentamente,

Texto da carta a enviar

Excellencies,

Antonio Guterres – UN Secretary-General,

Nicolás Maduro Moros – President of the Bolivarian Republic of Venezuela,

Thousands of pregnant women who want to give birth safely and have their babies born healthy, thousands of people with chronic conditions who need to be treated in hospitals or have access to medicines are seeing how their rights are seriously impaired and are trying desperate measures to restore them, one of them, leaving their own country in an emergency exit.

This situation can be mitigated by taking a decisive step forward: I ask you, as the highest representatives of the UN and the Bolivarian Republic of Venezuela, to immediately activate a shared and coordinated mechanism for international cooperation, in line with international human rights standards, seeking to ensure that people in Venezuela are able to access essential and timely health care and nutrition.

Yours sincerely,

"Queremos viver" - SOS Venezuela

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