O que é a Educação para os Direitos Humanos?

A Educação para os direitos humanos é uma prática participativa com o objetivo de mobilizar as pessoas e as comunidades e capacitá-las com os conhecimentos, atitudes, valores e aptidões que precisam para usufruir e exercer esses direitos e para respeitar e defender os direitos dos outros.

A educação para os direitos humanos visa a construção de um mundo onde todos conhecem os seus direitos e sabem como reivindicá-los. Esta capacitação faz-se através de uma aprendizagem que leve todos os participantes neste processo a atuar, seja individualmente, nas suas ações, ou globalmente, exercendo o seu papel na sua comunidade. Para além de se aprenderem direitos, aprendem-se também responsabilidades e criam-se competências para a ação.

 

todos os indivíduos e todos os órgãos da sociedade… se esforcem, pelo ensino e pela educação,
por desenvolver o respeito desses direitos e liberdades

Preâmbulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos

 

O que envolve a Educação para os Direitos Humanos?

A educação para os direitos humanos envolve:

Educação sobre os direitos humanos

promover o conhecimento sobre o que são os direitos humanos, qual o seu significado, que valores, princípios e instrumentos os apoiam e protegem.

Educação através dos direitos humanos

Aprender através de métodos inclusivos, participativos e democráticos que respeitem quer os direitos dos educadores quer os direitos dos que aprendem.

Educação para os direitos humanos

Ensinar e aprender de forma a permitir a prática dos direitos humanos na vida quotidiana. Usufruir e exercer os seus direitos e respeitar e defender os direitos dos outros.


A importância da Educação para os Direitos Humanos


“A educação para os direitos humanos é a chave para lutar contra as causas profundas de injustiça em todo o mundo.  Quanto mais as pessoas sabem sobre seus direitos, e os direitos do outro na sociedade, melhor preparadas estão para protegê-los.”

Salil Shetty, Secretário-Geral da Amnistia Internacional


 

É por esta importância que a Amnistia Internacional desenvolve um trabalho intenso nesta área promovendo:

  • a elaboração e publicação de manuais de EDH (Recursos Pedagógicos);
  • a disponibilização de planos de aula e outros materiais de apoio a todos os interessados na prática de EDH (Recursos Pedagógicos).
  • a realização de sessões ou programas e projetos de EDH junto dos mais variados públicos. Preencha a Ficha de Pedido de Sessão;
  • a realização de iniciativas de formação a nível nacional e internacional (Propostas de Formação)

Recursos Pedagógicos

Conheça os manuais de EDH e planos de aula sobre diferentes temas de direitos humanos, com os quais poderá envolver os seus alunos nestas temáticas e inspirá-los para atuarem pelos direitos humanos.

Os planos de aula têm informação sobre a ligação a programas curriculares em vigor, assim como informação adicional para os/as professores/as.

Ver materiais

Manuais de EDH


Direitos Humanos Aqui e Agora

Manual que explora a Declaração Universal dos Direitos Humanos, proporcionando informações de fundo, ideias para se entrar em ação e exercícios interativos para ajudar as pessoas a aprenderem sobre direitos humanos.


Primeiros Passos

Este manual dirige-se a professores e a todos os que trabalham com grupos de jovens e que desejam introduzir a temática dos direitos humanos nas suas práticas educativas. Está concebido para ser uma introdução básica, com atividades específicas para crianças e jovens de diferentes idades.


Siniko

Siniko é uma palavra dos dialetos Bambara, Mandinga e Dioula que significa, à letra, “negócio do amanhã”. Traduz-se por “coisas que o futuro reserva” ou “o que queremos para gerações futuras”. Este manual é para professores e educadores em África que trabalham com jovens em ambientes educativos formais e não formais e que desejam introduzir os direitos humanos nas suas práticas educativas. Está concebido para ser uma introdução básica, com atividades específicas para crianças e jovens de diferentes idades.


Todos os Direitos são importantes

O objetivo deste Manual é explorar a Convenção sobre os Direitos da Criança das Nações Unidas e desenvolver entre os mais jovens a compreensão dos direitos inscritos nessa Convenção e da forma como esses direitos se relacionam com as suas vidas quotidianas.


Planos de aulas

Refugiados – Factos vs. Mitos

Este pacote de informação tem como objetivo apoiar o/a facilitador/a a dinamizar uma apresentação sobre os refugiados e pode ser conjugado com outras atividades complementares existentes sobre o tema e disponíveis nesta página. Tem como objetivo clarificar algumas das questões mais frequentes relacionadas com refugiados.

Apresentação: Refugiados – Factos vs. Mitos

Documento “Desconstruir facilmente 10 mitos sobre pessoas em movimento

Notas para facilitador/a: Refugiados – Factos vs. Mitos

Ficha de atividade complementar (opcional):” Seguir em frente

Refugiados – Em fuga

Esta atividade permite aos participantes desenvolverem empatia com os refugiados. Através dela, os participantes experienciam o percurso de um refugiado, incluindo as (difíceis) decisões que tem que tomar quando decidem abandonar o seu país.

Aconselhado para trabalhar com jovens dos 11 aos 16 anos  (3º ciclo e Secundário).

Plano de aula

Refugiados – discriminação

Falar sobre refugiados e direitos humanos pode parecer complexo e pouco relevante para as crianças do 1º e 2º ciclo. No entanto, as crianças convivem com os conceitos da justiça, preconceito, resolução de conflitos, escolhas e ações humanas todos os dias através da relação com os seus pares. O objetivo deste plano de aula é desenvolver estes conceitos e relacioná-los com o tema do asilo.

Aconselhado para trabalhar com crianças dos 8 aos 12 anos  (1º e 2º ciclo EB).

Plano de aula

Discriminação

Na primeira atividade os participantes irão experienciar a desigualdade de oportunidades e o que significa ser considerado diferente. Depois, através de trabalho de grupo interativo, os estudantes irão analisar casos de discriminação direta ou indireta sentidos por diferentes grupos étnicos e sugerir soluções para ultrapassar a discriminação racial.

Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais.

Plano de aula

Igualdade de Género

Esta atividade explora os estereótipos sociais que ditam como é esperado que rapazes e raparigas se comportem e faz a ponte com a forma como os estereótipos afetam as relações interpessoais.

Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais.

Plano de aula

Liberdade de Expressão

Esta atividade fomenta a participação dos jovens em debates sobre as questões sociais que hoje afetam a sociedade estimulando a tomada de posição crítica e responsável.

Este plano de aula deve ser usado em conjunto com o DVD Free2Choose , que pode ser solicitado à Amnistia Internacional através do email aiportugal@amnistia.pt, sem custos.

Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais.

Plano de Aula

Saúde e Desigualdades Globais

Esta atividade explora a influência das desigualdades sociais no acesso à saúde e define as responsabilidades dos Estados em garantir o direito à saúde para todos.

Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais.

Plano de Aula

Vídeo Solidariedade com as Mulheres da Comunidade de Mkhondo (vídeo elaborado por alunos portugueses durante uma atividade da AI Portugal, expressando solidariedade com as mulheres desta comunidade)

Saúde e Desigualdades Globais aplicada à Matemática

Nesta atividade os estudantes desenvolvem a capacidade de utilizar a Matemática na interpretação e intervenção no real, através da análise e representação gráfica de dados sobre a mortalidade materna em diferentes países e regiões geográficas. Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais, na disciplina de Matemática.

Plano de Aula 

Apresentação sobre Mortalidade Materna 

Tortura

Esta atividade permite aos participantes desenvolverem empatia com vítimas de tortura. Através dela, os participantes usam atividades interativas para explorar os efeitos da prática de tortura num individuo, família, comunidade ou país

Aconselhado para trabalhar com estudantes com 14 anos ou mais.

Plano de Aula 

Vídeo: “Torture: Our Legacy Our Future”  Video: “Roda da Tortura

Evolução dos direitos humanos

Esta apresentação proporciona uma perspetiva histórica sobre o desenvolvimento dos direitos humanos, referindo alguns dos marcos históricos que contribuíram para a sua evolução ao longo dos tempos. O documento Notas para professores contém informação adicional de apoio à apresentação.

Apresentação:  Marcos Históricos dos Direitos Humanos

Notas para professores: Marcos Históricos dos Direitos Humanos

VideoA História dos Direitos Humanos. Documentário produzido por United for the Human Rights.

 Video: A Declaração Universal dos Direitos Humanos. Animação produzida pela Amnistia Internacional sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, para crianças.

Mais informações e pedidos de sessão

Para mais informação sobre este tema, contacte Luisa Marques pelo email l.marques@amnistia.pt

Para realizar o pedido de uma sessão, preencha a ficha abaixo.

Ficha de pedido de sessão

Abrir

Pedido de Sessão

 

 

Escolas Amigas dos Direitos Humanos

Saiba mais sobre o nosso projeto ‘Escolas Amigas dos Direitos Humanos’.

Escolas Amigas dos Direitos Humanos

O projeto Stop Bullying

Uma abordagem baseada nos direitos humanos para combater a discriminação nas escolas

“Muitas vezes era discriminada pelo meu aspeto e pela minha nacionalidade. Todos os dias faziam pouco de mim, tratavam-me como se eu fosse lixo.”

Relato de uma aluna da Escola Professor Reynaldo dos Santos , de Vila Franca de Xira.

O bullying é um fenómeno social que acontece em qualquer parte do mundo, em particular com crianças e jovens em contexto escolar. Revela-se como um dos mais marcantes conflitos do nosso quotidiano, que quando mal resolvido na mente dos e das jovens pode deixar marcas permanentes, e em situações mais extremas poderá conduzir a tentativas de suicídio ou mesmo à morte.

Com base nesta visão, a Amnistia Internacional decidiu abraçar o projeto Stop Bullying! Uma abordagem baseada nos direitos humanos para combater a discriminação nas escolas enquadrado no programa de Educação para os Direitos Humanos da Amnistia Internacional, que teve a duração de dois anos, entre setembro de 2014 e setembro de 2016.

Este projeto foi desenvolvido em parceria com dezassete escolas de quatro secções europeias da Amnistia Internacional (Itália, Polónia, Irlanda e Portugal) onde se pretendeu contribuir para a redução do bullying e de atitudes discriminatórias entre crianças e jovens, capacitando as escolas participantes com mecanismos de prevenção e sensibilização adequados. Através de uma abordagem holística, que envolveu toda a comunidade educativa – alunos, professores, direções escolares, técnicos, pais e entidades parceiras – em processos de participação e ação, alteraram-se práticas e procedimentos escolares, que permitiram tornar cada contexto educativo em espaços mais inclusivos e seguros.

Em Portugal cerca de 2400 alunos, 142 professores e 94 assistentes operacionais colaboraram em diferentes momentos de reflexão, formação e sensibilização nas seis escolas participantes, através de encontros de grupos de trabalho representativos, tanto a nível nacional como internacional, onde se definiram planos de ação que incluíram mobilizações, eventos específicos de sensibilização, criação de recursos educativos e promoção de boas práticas através de meios audiovisuais.

 

Para celebrar o Dia Internacional de Combate ao Bullying, a Amnistia Internacional Portugal disponibiliza um recurso educativo que reúne informação essencial sobre o fenómeno do bullying, com um conjunto de atividades práticas e participativas que podem ser dinamizadas em diferentes contextos educativos, tanto a nível escolar como comunitário.

Durante o decorrer deste projeto foi criado um vídeo, com a colaboração dos alunos participantes e apadrinhado pelo músico Slow J, que decidiram transmitir uma mensagem positiva que celebrasse o respeito pela liberdade, individualidade e diversidade de cada um, como meio para combater a desigualdade e a discriminação.