30 vezes em que a esperança venceu o medo em 2017 - Amnistia Internacional Portugal

A mudança é possível, especialmente quando as pessoas se mobilizam e atuam. Desde a escrita de cartas de apoio, a protestos junto de escritórios de multinacionais, a dizerem “sim” ao acolhimento de pessoas refugiadas e a melhorarem leis, a esperança venceu o medo sucessivamente em 2017 – e foi tudo graças a si.

Aqui ficam 30 momentos incríveis que os ativistas da Amnistia Internacional fizeram acontecer…

O trabalho da Amnistia Internacional tem um impacto real na vida das pessoas

Amadou Sanneh

 

JANEIRO

Fizemos pressão para a libertação de prisioneiros na Gâmbia

Amadou Sanneh, Malang Fatty e o seu irmão Alhagie Sambou Fatty, membros do partido da oposição na Gâmbia, conseguiram finalmente a liberdade, no seguimento de uma campanha de mais de três anos desenvolvida pelos ativistas da Amnistia. “O trabalho da Amnistia tem um impacto nas pessoas”, disse Amadou Sanneh. “Sem o apoio da Amnistia poderia ter sido pior… Estou muito agradecido por isso. Todas as pessoas que estavam presas agradecem imensamente o trabalho da Amnistia.”

 

Relatório digital inédito expõe a prisão de tortura síria Saydnaya

Com base no testemunho de antigos detidos, o documentário digital interativo da Amnistia Internacional sobre a prisão de Saydnaya permitiu ter uma ideia do horror desta conhecida prisão militar para onde já foram levadas centenas de pessoas e que nunca mais foram vistas. Estávamos determinados em documentar meticulosamente os crimes que decorriam nesta prisão de tortura síria, para garantir que é feita justiça. Para além do documentário, fomos galardoados com o prestigioso prémio Peabody-Facebook pela excelência em reportagem digital. O relatório foi também amplamente divulgado pelos meios de comunicação social.

 

FEVEREIRO

Jornalista preso há mais anos foi finalmente liberto no Uzbequistão

Muhammad Bekzhanov foi liberto após 17 anos preso no Uzbequistão. Era um dos jornalistas presos há mais anos em todo o mundo. Mais de 100 000 pessoas em todo o mundo escreveram a apelar pela sua libertação durante e após a Maratona de Cartas de 2015. Só no Canadá mais de 15 000 ativistas assinaram petições e enviaram cartas e tweets exigindo liberdade para Muhammad.

 

O encerramento do campo de refugiados de Dadaab foi cancelado

Quando o Governo do Quénia anunciou a sua intenção de encerrar Dadaab, o maior campo de refugiados do mundo, os ativistas da Amnistia Internacional entraram em ação, exigindo às autoridades quenianas que suspendessem os retornos forçados dos refugiados somalis, e que procurassem soluções alternativas. Em fevereiro, o Supremo Tribunal do Quénia bloqueou a tentativa do Governo em encerrar o campo, após um processo judicial instaurado por ONG locais e apoiado pela Amnistia Internacional. Os juízes chegaram inclusive a citar o relatório da Amnistia Internacional durante a leitura de sentença. Atualmente, o trabalho continua para impedir os regressos forçados de refugiados somalis e garantir que o Quénia e a comunidade internacional encontram soluções alternativas para os acolher.

 

MARÇO

Argentina reconheceu que o aborto não é um crime

Belén, jovem de 27 anos, foi condenada a oito anos de prisão ao abrigo de leis draconianas antiaborto após ter sofrido um aborto espontâneo num hospital público na Argentina. Tinha anteriormente cumprido dois anos de prisão preventiva. Após um processo de recurso no Supremo Tribunal e uma intensa campanha da Amnistia Internacional e dos seus ativistas, Belén foi absolvida. Um importante passo em frente pelos direitos humanos no país!

 

As vossas cartas fizeram a diferença para o ativista pacífico japonês

Hiroji Yamashiro, 64, sai em liberdade sob fiança, um dia após a sua primeira audiência em tribunal. Preso no ano anterior pelo seu papel em protestos contra a construção de novas instalações dos Marines dos Estados Unidos. perto de Takae, Japão, Hiroji esteve detido durante cinco meses em condições muito restritas e sem acesso à família. Quando foi liberto, pôde ler as mais de 400 cartas de força que enviaram para ele – por isso, obrigado!

ABRIL

 

Irlanda mais perto de reformas à lei sobre o aborto

Um comité criado para analisar o rígido processo sobre o aborto votou para que as regras constitucionais fossem alteradas permitindo que mulheres e raparigas tenham um maior acesso à interrupção voluntária da gravidez. Dois terços da Assembleia de Cidadãos votaram para que o processo fosse iniciado mediante solicitação. Essas recomendações irão agora para o Parlamento. O voto reflete a sondagem da Amnistia na Irlanda, que concluiu que 80% das pessoas no país querem que a saúde das mulheres esteja no centro das alterações às leis do aborto. A Amnistia Internacional documentou as experiências devastadoras que mulheres e raparigas enfrentam se desejarem abortar na Irlanda, e concluiu que a lei que restringe esse acesso causa diversas violações aos seus direitos.

 

Ação de apoio rápido salvou vidas no Irão e nos EUA

A vida de pelo menos duas pessoas no Irão foi salva, graças os milhares de ativistas que tweetaram e escreveram apelos às autoridades iranianas.  Em fevereiro, a execução iminente de Hamid Ahmadi foi cancelada no último minuto, e em abril Salar Shadizadi foi também poupado à execução e liberto da prisão. Estes jovens homens foram condenados à pena de morte por crimes que cometeram quando tinham 17 e 15 anos, respetivamente. As autoridades dos EUA também cederam à pressão dos ativistas da Amnistia Internacional e outros, e comutaram a sentença de pena capital ao ucraniano Ivan Teleguz cinco dias antes do agendado para a execução. O seu advogado disse que o trabalho da Amnistia “fez com que um enorme número de pessoas soubesse do caso e o defendesse”. Obrigado!

 

A Apple torna-se na primeira empresa a publicar uma lista da cadeia de fornecimentos de cobalto

Graças às vossas cartas, tweets e ações de rua no exterior das lojas da Apple para assinalar o Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil no ano passado, a Apple tornou-se na primeira empresa a publicar a lista de todos os fornecedores de cobalto, de acordo com os padrões internacionais de “diligências necessárias e adequadas” (due diligence) na monitorização das cadeias de fornecimentos. Contudo, ainda há mais a fazer, este foi um primeiro passo positivo de combate aos abusos de direitos humanos nas cadeias de fornecimento de cobalto, e no aumento da transparência.

ABRIL

 

Irlanda mais perto de reformas à lei sobre o aborto

Um comité criado para analisar o rígido processo sobre o aborto votou para que as regras constitucionais fossem alteradas permitindo que mulheres e raparigas tenham um maior acesso à interrupção voluntária da gravidez. Dois terços da Assembleia de Cidadãos votaram para que o processo fosse iniciado mediante solicitação. Essas recomendações irão agora para o Parlamento. O voto reflete a sondagem da Amnistia na Irlanda, que concluiu que 80% das pessoas no país querem que a saúde das mulheres esteja no centro das alterações às leis do aborto. A Amnistia Internacional documentou as experiências devastadoras que mulheres e raparigas enfrentam se desejarem abortar na Irlanda, e concluiu que a lei que restringe esse acesso causa diversas violações aos seus direitos.

 

Ação de apoio rápido salvou vidas no Irão e nos EUA

A vida de pelo menos duas pessoas no Irão foi salva, graças os milhares de ativistas que tweetaram e escreveram apelos às autoridades iranianas.  Em fevereiro, a execução iminente de Hamid Ahmadi foi cancelada no último minuto, e em abril Salar Shadizadi foi também poupado à execução e liberto da prisão. Estes jovens homens foram condenados à pena de morte por crimes que cometeram quando tinham 17 e 15 anos, respetivamente. As autoridades dos EUA também cederam à pressão dos ativistas da Amnistia Internacional e outros, e comutaram a sentença de pena capital ao ucraniano Ivan Teleguz cinco dias antes do agendado para a execução. O seu advogado disse que o trabalho da Amnistia “fez com que um enorme número de pessoas soubesse do caso e o defendesse”. Obrigado!

 

A Apple torna-se na primeira empresa a publicar uma lista da cadeia de fornecimentos de cobalto

Graças às vossas cartas, tweets e ações de rua no exterior das lojas da Apple para assinalar o Dia Internacional Contra o Trabalho Infantil no ano passado, a Apple tornou-se na primeira empresa a publicar a lista de todos os fornecedores de cobalto, de acordo com os padrões internacionais de “diligências necessárias e adequadas” (due diligence) na monitorização das cadeias de fornecimentos. Contudo, ainda há mais a fazer, este foi um primeiro passo positivo de combate aos abusos de direitos humanos nas cadeias de fornecimento de cobalto, e no aumento da transparência.

 

MAIO

Chelsea Manning foi liberta

Chelsea Manning foi liberta a 17 de maio, após a sua condenação de 35 anos de prisão ter sido reduzida pelo então cessante Presidente dos EUA Barack Obama, em janeiro. Foi presa por ter exposto informação classificada como secreta, incluindo indícios de possíveis crimes de guerra cometidos por militares norte-americanos. Mais de 250 mil pessoas escreveram a exigir a libertação durante a Maratona de Cartas de 2015. Numa carta escrita à Amnistia, ela escreveu: “Apoio o trabalho que fazem para proteger as pessoas onde quer que a justiça, a liberdade, a verdade e a dignidade sejam negadas.”

 

Decisão histórica no Peru para os defensores ambientais

O processo judicial contra a defensora de direitos humanos Máxima Acuña Atalaya foi anulado numa vitória histórica para os ativistas ambientais no Peru! Depois de quase cinco anos de processos relativamente a acusações, sem qualquer fundamento, de invasão de terra, o Supremo Tribunal de Justiça deliberou que as acusações eram infundadas. Antes da decisão, foram recolhidas mais de 150 000 cartas de apoio e solidariedade dos ativistas da Amnistia. A nossa equipa entregou as caixas de cartas a Máxima em pessoa, na sua casa nas montanhas do Peru.

 

O Supremo Tribunal de Taiwan deliberou a favor da igualdade no casamento

Taiwan parece pronto para ser o primeiro país na Ásia a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, após a decisão tomada pelo tribunal de mais elevada instância em apoiar a igualdade no acesso ao casamento. Apoiantes da Amnistia de 40 países em todo o mundo enviaram mensagens de apoio na forma de pedidos de casamento, instando Taiwan a “dizer que sim”. Estas mensagens foram exibidas durante um enorme protesto organizado pela Amnistia Taiwan e os nossos parceiros locais – evidenciado o apoio de todo o mundo. O Governo de Taiwan tem dois anos para fazer da decisão lei. Iremos intensificar a nossa campanha para garantir que não demora tanto tempo.

 

JUNHO

Três ativistas pelo direito ao trabalho na China foram libertos sob fiança!

Hua Haifeng, Li Zhao e Su Heng foram libertos sob fiança após terem sido presos enquanto investigavam as condições laborais nas fábricas de calçado Huajian. A libertação é naturalmente um grande alívio, mas, ao abrigo da lei chinesa, arguidos libertos sob fiança continuam sob vigilância policial. A Amnistia Internacional continua a monitorizar a situação. Hua Haifeng expressou sentido agradecimento a “cada respeitoso colega da Amnistia Internacional, por manifestar apoio enquanto estava detido. Foi o vosso apoio que permitiu que a minha família fosse mais determinada! Obrigado!”

Ativista preso recebe tratamento que lhe salva a vida

O ativista sírio-curdo da oposição Suleiman Abdulmajid Oussou foi liberto da prisão de Allaya, em Qamishli a 24 de junho. Foi detido pelas forças Asayish em maio e preso em condições terríveis. Suleiman sofria de uma grave condição médica cardíaca e foi liberto para tratamento. Graças ao seu apoio, recebeu os cuidados médicos de que precisava.

“Cada respeitoso colega da Amnistia Internacional, por manifestar apoio enquanto estava detido. Foi o vosso apoio que permitiu que a minha família fosse mais determinada! Obrigado!”

Hua Haifeng

 

JULHO

Ativista ambiental liberto da prisão

O ativista ambiental Clovis Razafimalala é bastante conhecido por denunciar o comércio ilegal do pau-rosa de Madagáscar e de outros recursos naturais. Foi detido em setembro e acusado de organizar e participar num protesto em que não esteve presente. Passou os dez meses que se seguiram atrás das grades. Em julho, Clovis foi liberto da prisão e absolvido da acusação de rebelião. Mas foi considerado culpado em duas outras acusações e condenado a cinco anos de pena suspensa. A Amnistia acredita que é uma tentativa deliberada para o intimidar, e enviar um aviso a outros ativistas ambientais em Madagáscar. Clovis faz parte da Maratona de Cartas, e continuaremos a instar que todas as acusações contra ele sejam retiradas. Clovis disse: “Obrigado Amnistia Internacional. Eu não estaria fora da prisão sem vocês”.

O nosso relatório obrigou as empresas a prestarem contas sobre os abusos documentados na produção de óleo de palma

Trabalhadores das plantações da Wilmar na Indonésia relataram que começaram a existir melhorias nas condições e práticas laborais de alguns trabalhadores, após o nosso relatório The Great Palm Oil Scandal.  Os trabalhadores estão já a receber um salário diário independente de objetivos, tiveram um aumento salarial de cerca de 25% e a maioria das mulheres encontra-se a trabalhar já de forma permanente. Estas melhorias chegaram após uma semana de ação e pressão dirigida aos consumidores de óleo de palma da Wilmar; Colgate, Kelogg’s, Nestlé, Procter & Gamble e Unilever.

JULHO

Ativista ambiental liberto da prisão

O ativista ambiental Clovis Razafimalala é bastante conhecido por denunciar o comércio ilegal do pau-rosa de Madagáscar e de outros recursos naturais. Foi detido em setembro e acusado de organizar e participar num protesto em que não esteve presente. Passou os dez meses que se seguiram atrás das grades. Em julho, Clovis foi liberto da prisão e absolvido da acusação de rebelião. Mas foi considerado culpado em duas outras acusações e condenado a cinco anos de pena suspensa. A Amnistia acredita que é uma tentativa deliberada para o intimidar, e enviar um aviso a outros ativistas ambientais em Madagáscar. Clovis faz parte da Maratona de Cartas, e continuaremos a instar que todas as acusações contra ele sejam retiradas. Clovis disse: “Obrigado Amnistia Internacional. Eu não estaria fora da prisão sem vocês”.

O nosso relatório obrigou as empresas a prestarem contas sobre os abusos documentados na produção de óleo de palma

Trabalhadores das plantações da Wilmar na Indonésia relataram que começaram a existir melhorias nas condições e práticas laborais de alguns trabalhadores, após o nosso relatório The Great Palm Oil Scandal.  Os trabalhadores estão já a receber um salário diário independente de objetivos, tiveram um aumento salarial de cerca de 25% e a maioria das mulheres encontra-se a trabalhar já de forma permanente. Estas melhorias chegaram após uma semana de ação e pressão dirigida aos consumidores de óleo de palma da Wilmar; Colgate, Kelogg’s, Nestlé, Procter & Gamble e Unilever.

 

AGOSTO

Enorme vitória para os direitos das mulheres no Chile

A decisão de apoiar a descriminalização do aborto em determinadas circunstâncias foi uma vitória para os direitos humanos – e para a proteção de mulheres e raparigas no Chile! A decisão do tribunal confirma que a Constituição chilena permite o acesso seguro à uma interrupção voluntária da gravidez quando esta é consequência de uma violação ou incesto, quando a vida da mulher grávida se encontra em risco, e em casos de má formação do feto. “Esta vitória é uma prova do trabalho de milhões de mulheres espalhadas pelas Américas”, disse Erika Guevara-Rosas, diretora da Amnistia Internacional para as Américas.

Trabalho de pressão para a libertação de defensores de direitos humanos

Em agosto, um grupo de defensores de direitos humanos foi liberto da prisão após os seus casos terem sido apoiados pelos ativistas da Amnistia. Estes incluem o fundador da Organização de Desenvolvimento do Sudão do Sul, Dr. Mudawi, o antigo membro do Governo uzbeque e funcionário das Nações Unidas Erkin Musaev e o artista de circo Mohamma Abu Sakha.

Governo da RDC empenhado em erradicar o trabalho infantil até 2025

O Governo da República Democrática do Congo está empenhado em erradicar o trabalho infantil até 2025 e a pôr em prática as recomendações do nosso relatório “This is what we die for” de 2016. O relatório expõe as perigosas e arriscadas condições nas minas artesanais de extração de cobalto – e é graças aos nossos esforços de ativismo e pressão.

 

SETEMBRO

A nossa campanha #Giveahome tornou-se global!

Em resposta à crise global de refugiados, mais de 1000 artistas participaram em mais de 300 concertos em 60 países, partilhando uma mensagem poderosa: #Giveahome. Fizemos parceria com a Sofar Sounds para dar vida a esta incrível iniciativa com o objetivo de unir pessoas e fortalecer o apoio a todos os refugiados. Os convidados incluíam artistas já conhecidos e outros em ascensão, como Ed Sheeran, Gregory Porter, Hot Chip, Jessie Ware e Mashrou’ Leila!

Recusamos permitir que os abusos dos militares em Myanmar fiquem impunes

As nossa investigações que combinaram dados e imagens de satélite, relatos de testemunhas, provas fotográficas e de vídeo, apontam para uma clara ofensiva militar de terra queimada, e um conjunto de graves abusos incluindo limpeza étnica, execuções ilegais e detenções arbitrárias. Fomos os primeiros a confirmar o uso de minas terrestres antipessoais ao longo da fronteira com o Bangladesh. Temos recorrido incansavelmente a órgãos de comunicação social, a reuniões para fazer pressão exigindo o fim da violência, exortando a um embargo às armas a Myanmar e a entrada de ajuda humanitária e de uma Missão internacional de Apuramento de Factos das Nações Unidas. Com o seu apoio, faremos questão de que os responsáveis sejam responsabilizados.

 

 

OUTUBRO

Diretora da Amnistia Internacional na Turquia foi liberta

Felicitamos a libertação de İdil Eser, diretora da Amnistia Internacional na Turquia, bem como a de outros nove defensores de direitos humanos. Idil foi presa em julho na sequência de acusações absurdas relacionadas com terrorismo no âmbito de uma violenta repressão a defensores de direitos humanos no país. Foi um momento de grande provação para ela e (embora de forma diferente) para os colegas no escritório turco da Amnistia. A força e a perseverança que mostraram foi uma inspiração.

“Acredito que organizações como a Amnistia Internacional estão a tornar-se mais importantes num mundo onde a divisão e a xenofobia estão a crescer”, escreveu a Idil a partir da prisão. “Acredito que a nossa causa fortaleceu a solidariedade entre organizações de direitos humanos, e eu alegro-me com isso.” Obrigado a todos dentro do movimento, cujo árduo trabalho e persistência contribuíram para este final. Continuaremos a trabalhar até que Taner Kılıç, presidente da Amnistia Internacional na Turquia, que também foi detido, seja liberto, em conjunto com muitos outros que estão injustamente atrás das grades.

Vitória estrondosa com a libertação de Ibrahim Halawa

A libertação do cidadão irlandês  e prisioneiro de consciência Ibrahim Halawa foi uma vitória estrondosa para aqueles que fizeram pressão em seu nome, conseguindo o fim do seu tormento de quatro anos atrás das grades numa prisão egípcia. A nossa análise ao caso concluiu que esteve detido e preso arbitrariamente apenas por usufruir de forma pacífica o direito à liberdade de expressão e reunião. Graças a uma intensa campanha da família, amigos e ativistas da Amnistia Internacional em sua defesa, Ibrahim juntou-se aos entes queridos na Irlanda. A família Halawa disse: “Muitas pessoas incríveis continuaram a acreditar na inocência do Ibrahim e fizeram campanha em seu nome e apoiaram a família”.

 

OUTUBRO

Diretora da Amnistia Internacional na Turquia foi liberta

Felicitamos a libertação de İdil Eser, diretora da Amnistia Internacional na Turquia, bem como a de outros nove defensores de direitos humanos. Idil foi presa em julho na sequência de acusações absurdas relacionadas com terrorismo no âmbito de uma violenta repressão a defensores de direitos humanos no país. Foi um momento de grande provação para ela e (embora de forma diferente) para os colegas no escritório turco da Amnistia. A força e a perseverança que mostraram foi uma inspiração.

“Acredito que organizações como a Amnistia Internacional estão a tornar-se mais importantes num mundo onde a divisão e a xenofobia estão a crescer”, escreveu a Idil a partir da prisão. “Acredito que a nossa causa fortaleceu a solidariedade entre organizações de direitos humanos, e eu alegro-me com isso.” Obrigado a todos dentro do movimento, cujo árduo trabalho e persistência contribuíram para este final. Continuaremos a trabalhar até que Taner Kılıç, presidente da Amnistia Internacional na Turquia, que também foi detido, seja liberto, em conjunto com muitos outros que estão injustamente atrás das grades.

Vitória estrondosa com a libertação de Ibrahim Halawa

A libertação do cidadão irlandês  e prisioneiro de consciência Ibrahim Halawa foi uma vitória estrondosa para aqueles que fizeram pressão em seu nome, conseguindo o fim do seu tormento de quatro anos atrás das grades numa prisão egípcia. A nossa análise ao caso concluiu que esteve detido e preso arbitrariamente apenas por usufruir de forma pacífica o direito à liberdade de expressão e reunião. Graças a uma intensa campanha da família, amigos e ativistas da Amnistia Internacional em sua defesa, Ibrahim juntou-se aos entes queridos na Irlanda. A família Halawa disse: “Muitas pessoas incríveis continuaram a acreditar na inocência do Ibrahim e fizeram campanha em seu nome e apoiaram a família”.

 

NOVEMBRO

Foi anulada a sentença de pena de morte a um blogger da Mauritânia

O blogger Mohamed Ould Cheikh Mkhaïtir foi liberto depois do Tribunal de Recurso de Nouadhibou lhe ter anulado a condenação à pena de morte por ter escrito um post no Facebook que as autoridades consideraram ser “blasfémia”. A decisão surge após uma delegação da Amnistia Internacional, encabeçada pelo secretário-geral Salil Shetty, ter ido à Mauritânia no ano passado para expor a situação de direitos humanos no país.

O nosso relatório responsabilizou a Shell

Publicamos um novo relatório, “A Criminal Enterprise?”, que expõe a responsabilidade da Shell em graves violações de direitos humanos em Ogoniland na Nigéria, nos anos 90. As provas documentadas no relatório vêm de milhares de páginas de documentos internos, declarações de testemunhas, do próprio arquivo de dados, informações recolhidas pela Amnistia Internacional e outras fontes. O relatório insta as autoridades na Nigéria, no Reino Unido e na Holanda a abrirem investigações à Shell sobre a possibilidade de ser responsabilizada criminalmente. Teve impacto imediato, já que o Ministério Público a anunciou que iria analisar o processo. A Amnistia Internacional apoia ativamente a defensora de direitos humanos Esther Kiobel na luta para responsabilizar a Shell. Em junho, Esther apresentou uma queixa cível histórica contra a Shell na Holanda, acusando a empresa de cumplicidade na execução ilegal do marido e de outros oito homens ogoni na Nigéria em 1995. Não vamos parar até que Esther receba as respostas que merece!

Gigantes tecnológicos iniciaram investigações aos relatos de trabalho infantil

Lançamos um novo relatório que analisa o que foi feito em relação ao relatório do ano passado, que associa grandes empresas a violações de direitos humanos nas minas artesanais de cobalto na República Democrática do Congo (RDC). As empresas referidas no relatório – incluindo a Huayou Cobalt da China e a BMW da Alemanha – deslocaram-se para participar no evento de lançamento, um relevante indício da sua preocupação sobre como o nosso trabalho tem impacto nas marcas. Para além do relatório, o London Metal Exchange, uma das organizações responsáveis por determinar os preços dos metais a nível internacional, lançou uma investigação para perceber de que forma o cobalto extraído por crianças está a ser comercializado em Londres, e solicitou que os seus membros providenciassem detalhes sobre as suas práticas responsáveis de fornecimento.

Adolescentes noruegueses manifestaram solidariedade a Taibeh

Milhares de adolescentes juntaram-se num protesto à luz de tochas em solidariedade com a jovem de 18 anos Taibeh Abbasi, que vive com o receio permanente de ser deportada para um país que nunca visitou – o Afeganistão. A mensagem para o Governo norueguês é muito clara: manter seguros os adolescentes afegãos como Taibeh – não os enviar à força quando fazem 18! Apelámos a que assinasse a nossa petição exigindo à Noruega que pare com os retornos forçados de pessoas para o Afeganistão até que o país esteja estável o suficiente para lhes garantir segurança e dignidade, e conseguimos mais de 100 000 assinaturas. Obrigado!

Expusemos a venda de equipamentos macabros e ilegais de tortura em Paris

Os investigadores da Amnistia Internacional descobriram equipamento ilegal de tortura incluindo bastões com picos metálicos, equipamento antimotim de choques elétricos, coletes eletrificados e pesados grilhões para as pernas à venda por empresas chinesas em Milipol, numa feira em Paris para militares e polícias. A importação e exportação deste equipamento de tortura está banido na UE desde 2006. Em 2016, a UE também proibiu a promoção e exibição deste equipamento em feiras. Reagimos rapidamente, emitindo as nossas conclusões. A banca onde este material estava a ser promovido foi fechada, as autoridades iniciaram uma investigação e os meios de comunicação a nível internacional fizeram cobertura da história.

 

DEZEMBRO

As suas palavras mudam vidas

Dezembro é a altura da campanha anual Maratona de Cartas – e todos os anos, o apoio de todos é, no mínimo, incrível. Por exemplo, no ano passado foram escritas umas maravilhosas 4 660 774 cartas, emails, tweets e muito mais. Entre estas mensagens estavam palavras de apoio que fizeram toda a diferença para todas as pessoas cujos direitos vos inspiraram a escrever. O whistleblower norte-americano Edward Snowden, que participou na Maratona de Cartas de 2016, disse: “Eu quero agradecer-vos, humildemente e de coração cheio, pelo vosso apoio e pressão inabaláveis.” Só o Edward recebeu mensagens de 710 024 ativistas da Amnistia, de 110 países!

A Austrália aprovou a lei sobre igualdade no casamento

O Parlamento australiano aprovou a entrada em vigor da Emenda sobre o Casamento (Definição e Liberdades Religiosas) 2017. A responsável pela Rede LGBTIQ de New South Wales NSW da Amnistia Internacional na Austrália, Lizzi Price disse: “Este é um momento histórico e há muito aguardado para a Austrália. Este resultado deve-se ao árduo trabalho, determinação e coragem de tantas pessoas. Os/as autralianos/as LGBTIQ, comunidades, ativistas e parceiros manifestara-se, agiram e construíram um movimento imparável pela igualdade. Nem que fosse só por isso, já havia tanto para celebrarmos aqui.”

DEZEMBRO

As suas palavras mudam vidas

Dezembro é a altura da campanha anual Maratona de Cartas – e todos os anos, o apoio de todos é, no mínimo, incrível. Por exemplo, no ano passado foram escritas umas maravilhosas 4 660 774 cartas, emails, tweets e muito mais. Entre estas mensagens estavam palavras de apoio que fizeram toda a diferença para todas as pessoas cujos direitos vos inspiraram a escrever. O whistleblower norte-americano Edward Snowden, que participou na Maratona de Cartas de 2016, disse: “Eu quero agradecer-vos, humildemente e de coração cheio, pelo vosso apoio e pressão inabaláveis.” Só o Edward recebeu mensagens de 710 024 ativistas da Amnistia, de 110 países!

A Austrália aprovou a lei sobre igualdade no casamento

O Parlamento australiano aprovou a entrada em vigor da Emenda sobre o Casamento (Definição e Liberdades Religiosas) 2017. A responsável pela Rede LGBTIQ de New South Wales NSW da Amnistia Internacional na Austrália, Lizzi Price disse: “Este é um momento histórico e há muito aguardado para a Austrália. Este resultado deve-se ao árduo trabalho, determinação e coragem de tantas pessoas. Os/as autralianos/as LGBTIQ, comunidades, ativistas e parceiros manifestara-se, agiram e construíram um movimento imparável pela igualdade. Nem que fosse só por isso, já havia tanto para celebrarmos aqui.”

 


 

ESTE ANO PODE AINDA TER MAIS IMPACTO