BRAVE é …

É alguém que se preocupa. É quem faz frente e é testemunha. É quem reúne provas. É quem apresenta um caso. É quem investiga, reporta e apoia. Organiza. Dá o seu nome. Escreve uma carta. É quem tweeta. Doa. Cria. Envia emails. Debate. Não desiste. Sabe dizer “Basta!”. Define a linha, o limite. Fala. Expõe. Participa. Coloca os outros em primeiro. Não se acomoda. Aceita correr riscos.
Defende.
Resiste.

Defender os direitos humanos é hoje um ato de coragem, não deixe que se extinga.

Celebre a coragem connosco!

 

BRAVE é …

É alguém que se preocupa. É quem faz frente e é testemunha. É quem reúne provas. É quem apresenta um caso. É quem investiga, reporta e apoia. Organiza. Dá o seu nome. Escreve uma carta. É quem tweeta. Doa. Cria. Envia emails. Debate. Não desiste. Sabe dizer “Basta!”. Define a linha, o limite. Fala. Expõe. Participa. Coloca os outros em primeiro. Não se acomoda. Aceita correr riscos.
Defende.
Resiste.

Defender os direitos humanos é hoje um ato de coragem, não deixe que se extinga.

Celebre a coragem connosco!

 

Atue já

Qual é o problema?

As pessoas que hoje se manifestam contra a injustiça estão sob ataque. Governos, empresas, grupos armados, grupos influentes que promovem o ódio e a discriminação, bem como outros em cargos de poder, fazem tudo o que podem para silenciar e dificultar o trabalho daqueles que corajosamente não desistem. Estas pessoas são hoje muitas vezes apelidadas de criminosos, terroristas, corruptos ou até de “agentes estrangeiros”. Aos insultos, somam-se os ataques – difamação, detençãe e prisão, ataques violentos e até a própria morte.

Os desafios que enfrentamos atualmente não são maiores nem piores, são diferentes. E para os enfrentar, os defensores de direitos humanos colocam-se na linha da frente para falarem, para se fazerem ouvir, para resistir, para divulgar, para investigar, para se impor e para não se conformarem.

No mundo em que vivemos, de realidades em constantes mudanças e de graves ameaças aos direitos humanos, é cada vez mais urgente que as pessoas que defendem os direitos humanos sejam também elas protegidas.

A este grupo de corajosos a Amnistia Internacional dedica a sua nova campanha BRAVE.

 

 

Contexto

Quase 70 anos após a assinatura da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 20 anos após a adoção da Declaração dos Defensores de Direitos Humanos, o desejo universal de justiça e respeito pelos direitos humanos enfrenta uma profunda incerteza um pouco por todo o mundo.

Hoje em dia, o espaço em que os ativistas operam e fazem o seu trabalho encontra-se cada vez mais ameaçado, ao invés do desejado. Para que seja possível o mundo idealizado pelos autores da Declaração Universal e dos restantes padrões legais internacionais devemos, todos, garantir que aos defensores é permitida a possibilidade de trabalharem num espaço seguro.

Devido aos perigos que os defensores de direitos humanos enfrentam atualmente, exige-se que a todos os que abdicam do seu bem-estar e conforto em prol da defesa dos direitos de outros vejam garantidos o reconhecimento, a proteção e segurança.

Desde ataques pessoais como ameaças, violência física, assassinatos, desaparecimentos forçados, uso e propagação de legislação que criminaliza todos os que ajam em defesa dos direitos humanos, à disseminação de meios de vigilância maciça e de restrições ao seu movimento, reunião e associação, é imperativo que seja reconhecido o papel fundamental que estes defensores têm na construção de uma sociedade mais justa.

É altura de celebrar estes corajosos, todos os que não se calam perante as violações dos direitos de todos nós! Seja em defesa dos direitos das mulheres, ou pelos direitos LGBTI, pela liberdade de expressão e reunião, pelos direitos económicos, sociais e culturais, ou pelo direito a uma vida digna. É altura de proteger quem protege os direitos humanos.

 

“Estou sempre a pensar que serei morta ou raptada. Mas recuso-me a ir para o exílio. Sou uma defensora de direitos humanos e não vou desistir desta luta.”

 

Berta Cáceres, defensora de direitos humanos assassinada nas Honduras em 2016

 

 

“Estou sempre a pensar que serei morta ou raptada. Mas recuso-me a ir para o exílio. Sou uma defensora de direitos humanos e não vou desistir desta luta.”

 

Berta Cáceres, defensora de direitos humanos assassinada nas Honduras em 2016

 

Celebramos a coragem

Pretendemos que esta campanha crie uma mudança sustentável na esfera dos direitos humanos, ao trabalhar diretamente para e com os defensores em questão. A educação para os direitos humanos e a promoção destes valores ganha agora ainda importância: é o momento de estarmos à altura dos valores que defendemos.

A Amnistia Internacional  tem uma longa história de sucessos conseguidos através das ações mais simples mas que se multiplicam a uma escala mundial, como por exemplo o envio de cartas, a assinatura de petições, a participação em vigílias e manifestações, os momentos de partilha e educação para os direitos humanos e a divulgação do que sabemos ser certo.

Hoje, mais do que nunca, e face ao crescimento de discursos de ódio e que incentivam à divisão, é imperativo que estejamos conscientes da importância da nossa voz! É altura de transformar a opinião silenciosa em gritos de incentivo e inspiração, para que mais pessoas em todo o mundo saibam que não estão sozinhas.

O poder de ser corajoso está em todos nós, é preciso apenas descobri-lo.

Apenas através da participação de todos, indo às raízes e origem do movimento que é a Amnistia Internacional, poderemos celebrar todos/as os/as que connosco elevam a sua voz e a sua posição. Assine a nossa petição e apele à proteção de quem não fica indiferente face às injustiças!

  • Os defensores de direitos humanos são verdadeiros heróis, dispostos a sacrificar o seu bem-estar pessoal pela defesa dos direitos humanos. É fundamental que seja reconhecido o seu trabalho, que o possam fazer em segurança e que estejam em contacto entre si.
  • É fundamental que o número de ativistas que atualmente se encontram em risco estejam mais protegidos no futuro, sobretudo de ataques e perseguições cometidas ao abrigo das legislações dos Estados.

Da solidariedade à ação

A coragem adquire várias formas e não é necessário colocarmo-nos em perigo para vivermos de acordo com as nossas opiniões. Pode ganhar forma com uma assinatura, um tweet, uma carta, a presença numa vigília ou qualquer outra forma que permita a promoção e a defesa dos direitos humanos.

Contamos consigo para, connosco, encorajar e motivar a que milhares de outras pessoas ajam em prol dos defensores de direitos humanos.

Contra a retórica do medo, da culpa e do ódio, a indignação não chega.

É preciso agir!

BRAVE - A nossa coragem por todos os defensores de direitos humanos!

 

Recursos