Amnistia Internacional designa Kumi Naidoo como próximo secretário-geral - Amnistia Internacional Portugal

21 December 2017

A Amnistia Internacional designou esta quinta-feira, 21 de dezembro, Kumi Naidoo como novo secretário-geral do movimento global de direitos humanos. A partir de agosto de 2018, Kumi Naidoo sucederá a Salil Shetty, o qual cumpriu dois mandatos como secretário-geral iniciados em 2010.

“Estamos encantados em ter Kumi como nosso novo secretário-geral. A sua visão e paixão por um mundo justo e pacífico faz dele um líder excecional para o nosso movimento global, conforme fortalecemos a nossa determinação em termos um mundo onde os direitos humanos são usufruídos por todos”, frisa a presidente da Direção da Amnistia Internacional, Mwikali Muthiani.

O secretário-geral da organização é o líder e principal porta-voz da Amnistia Internacional e diretor-executivo do Secretariado Internacional. A Amnistia Internacional é o maior movimento mundial de direitos humanos, com uma presença global que inclui escritórios em mais de 70 países e uma força de trabalho de 2 600 pessoas e sete milhões de membros, apoiantes e voluntários por todo o planeta.

Kumi Naidoo é um ativista e líder da sociedade civil. Os seus anteriores cargos de liderança incluem: diretor-executivo da Greenpeace Internacional, presidente da Global Call for Climate Action, presidente-fundador da Global Call to Action against Poverty e secretário-geral e presidente da Direção da CIVICUS, a Aliança Mundial para a Participação de Cidadania. Atualmente, Kumi Naidoo preside a três organizações start-up no seu país Natal, a África do Sul: a Africans Rising for Justice, Peace and Dignity, a Campaign for a Just Energy Future e a Global Climate Finance Campaign. Kumi Naidoo é licenciado em Ciência Política e Direito (Universidade de KwaZulu-Natal) e doutorado em Política (universidade de Oxford).

“Tenho sido ativista e campaigner toda a minha vida, pelo que estou muito entusiasmado em juntar-me ao maior movimento mundial de pessoas pelos direitos humanos num momento em que temos de contrariar cada vez mais ataques às liberdades fundamentais e à sociedade civil em todo o globo. Tal implica capacidade de adaptação a um ambiente global fluido e em acelerada mudança com urgência, com paixão e com coragem”, sublinha, por seu lado, Kumi Naidoo.

O recém-designado secretário-geral considera ainda que “as campanhas da Amnistia Internacional por justiça e igualdade são mais urgentes agora do que nunca, e sinto-me humilde e honrado em liderar a organização nestes tempos de desafio”.

Salil Shetty nota, por seu lado, que “o mundo vive um momento entusiasmante com as pessoas por todo o mundo a mobilizarem-se em largos números para combaterem a injustiça e responsabilizarem os líderes nos governos e nas empresas a prestarem contas por abusos de direitos humanos”. “Não consigo pensar em ninguém melhor do que Kumi Naidoo para expandir a missão da Amnistia Internacional em tornar-se num verdadeiro movimento global de pessoas pelos direitos humanos”, avança.

“Estou entusiasmado em passar o leme quando, pela primeira vez na história da Amnistia, temos tanto o secretário-geral como a presidente da Direção Internacional oriundos de África”, remata Salil Shetty.

O secretário-geral é designado pela Direção Internacional da Amnistia Internacional para um mandato inicial de quatro anos. Esta escolha é feita com base num processo global extenso.

Salil Shetty permanece no cargo até julho de 2018. Kumi Naidoo inicia o seu mandato em agosto de 2018.

 

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