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“Ouvi um zumbido muito alto e senti o nosso edifício a tremer. Foi como se o nosso apartamento estivesse a inflar…

Dois segundos depois, ouvi as janelas a serem destruídas e dispersas para o pátio. O edifício tremeu tanto que pensei que já não haveria paredes.

Quando ouvi o som ao longe, chamei a minha avó para vir comigo para o corredor. Deitámo-nos no chão e, provavelmente, foi isso que nos salvou.

Num edifício próximo estava uma fila para pão e era para lá que os meus pais queriam ir… Não me lembro qual, mas um deles disse: ‘A fila é muito extensa, vamos embora’. E partiram. As pessoas que estavam nessa fila já não estão vivas”.

Quando as bombas atingiram Chernihiv, Alina de apenas 21 anos, vítima do ataque aéreo russo, poderia ter acabado como tantos outros, na morte de crianças, mulheres e homens inocentes.

2 milhões de pessoas abandonaram tudo o que tinham e estão em fuga da Ucrânia, sob sério risco de vida, à procura de refúgio nos países vizinhos. Os corredores humanitários estão comprometidos e a ajuda humanitária não consegue chegar a quem precisa.

A ameaça deste conflito está a escalar e coloca diariamente milhões de crianças e famílas em perigo.

Este não é um ataque à Ucrânia.
É um ataque à Liberdade! É um ataque a todos nós…

Neste momento foi introduzida, na Rússia, uma nova legislação que criminaliza a partilha de informações que “desacreditem” as “atividades das Forças Armadas Russas” e uma ativa repressão ao jornalismo e movimento antiguerra no bloqueio aos media independentes e privação do acesso a informação fidedigna.

No dia 11 de março, o regulador de media, Roskomnadzor, bloqueou o acesso ao site em russo da Amistia Internacional, bem como sites de outros movimentos e meios de comunicação independentes. Pelo menos 150 jornalistas fugiram da Rússia desde que o país invadiu a Ucrânia e já detiveram 13 800 pessoas que se manifestavam pacíficamente num comício antiguerra, das quais 113 são crianças.

O que queremos?

Queremos a proteção de todos os civis e o fim das hostilidades, com a retirada das forças russas e respeito total pelo Direito Internacional Humanitário.

Apelamos a todos os países para que a humanidade seja uma prioridade, garantindo que qualquer pessoa que se encontre em fuga da Ucrânia possa receber proteção e ficar em segura, sem discriminação.

Total respeito pela convenção relativa ao estatuto do refugiado por parte dos estados, garantindo a proteção do direito de qualquer pessoa pedir asilo.

As agências humanitárias devem ter permissão para prestar assistência aos civis afetados pelo conflito.

Todas as pessoas envolvidas em crimes de acordo com a lei internacional devem ser responsabilizadas.

A comunidade internacional deve apoiar a investigação conduzida pelo Tribunal Penal Internacional, mediante a confirmação de crimes de guerra e/ou outros.

A responsabilização em torno da invasão da Ucrânia requer esforços conjuntos da ONU e das nações.

Como estamos a atuar?

Estamos comprometidos em proteger as populações afetadas pelo conflito armado na Ucrânia e nos países vizinhos e na pressão ao governo russo e comunidade internacional pelo fim do conflito.

A nossa Equipa de Resposta a Crises já se encontra no terreno e documentou, até ao momento, onze ataques indiscriminados que atingiram infraestruturas civis, nomeadamente hospitais, escolas e zonas residenciais. Nos últimos dias reunimos evidências que os ataques em Chernihiv e Irpin violam o Direito Internacional Humanitário. São crimes de guerra!

Criámos uma petição que conta já com mais de 40 000 assinaturas dirigida a Serguei Shoigú, Ministro da Defesa da Federação Russa.

Pressão direta a líderes e decisores políticos, atuando a nível local, nacional e internacional.

Mobilizámos milhares de pessoas numa vigília pela paz, em oito cidades nacionais para pressionar o governo russo e a comunidade internacional a proteger os civis e cessar imediatamente o conflito armado.

Estamos ativamente a combater a desinformação, desde 2014, e a esclarecer com rigor a opinião pública e os media sobre as violações de direitos humanos e direito internacional.

Educação para os direitos humanos para apoiar na compreensão da situação, contribuindo para que o debate seja feito através de uma abordagem centrada nos direitos humanos e para alertar para os riscos e perigos da desinformação.

No apoio direto aos civis criámos um fundo de emergência que fornece apoio legal e médico, segurança e proteção às pessoas que estão em perigo iminente.

Contextualização

Temos acompanhado a situação de direitos humanos na Ucrânia, sobretudo desde 2014, no momento em que se verificou a ocupação e anexação ilegal da Crimeia e se iniciou o período de maior tensão na região de Donbass.

Desde então, e até hoje, estes episódios destruíram comunidades e vidas, num total desrespeito pelos direitos humanos de milhares de civis.

Vamos continuar a agir até que a total proteção de direitos humanos seja uma realidade. Continuaremos a divulgar informação, a expor a realidade no terreno e a apelar ao total respeito pelos direitos humanos.

Transferência bancária: PT50 0036 0103 9910 0000 9858 8

Para lhe podermos agradecer convenientemente e enviar mais informação sobre esta investigação, pedimos que nos envie um e-mail para info@amnistia.pt com o comprovativo da sua transferência.

939 076 340

A Amnistia Internacional tem como dever expor violações e abusos de Direitos Humanos, fazer recomendações e propor soluções. Sempre que em qualquer parte do mundo alguém não puder usufruir livre e plenamente de todos os seus direitos humanos nós vamos agir.

O nosso trabalho não é contra ninguém. É antes a favor de todas as pessoas usufruírem dos direitos humanos. É antes a favor de construir um mundo melhor para toda a humanidade.

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