EUA: Direitos humanos devem ser prioridade do presidente-eleito Joe Biden - Amnistia Internacional Portugal

9 November 2020

A próxima Administração dos Estados Unidos da América (EUA), que será presidida por Joe Biden, deve agir imediatamente para acabar com violações de direitos humanos perpetradas pelo governo. Entre estas, indica o diretor-executivo interino da Amnistia Internacional EUA, Bob Goodfellow, estão a detenção e separação de crianças das suas famílias que chegam ao país à procura de segurança.

“Para começar a virar a página na longa história de violações dos direitos humanos nos EUA, o presidente-eleito Biden e o Congresso devem priorizar uma agenda corajosa de direitos humanos”

Bob Goodfellow, diretor-executivo interino da Amnistia Internacional EUA

O responsável nota que, “embora o atual governo tenha cometido inúmeras violações de direitos humanos, muitas precederam Donald Trump”. É por isso que a Amnistia Internacional, enquanto organização dedicada à defesa dos direitos humanos de todas as pessoas, em todo o mundo, faz um apelo para que o presidente-eleito adote prioridades em matéria de direitos humanos, no plano nacional e internacional.

“Há seis décadas que defendemos a liberdade perante ditadores e quem intimida outras pessoas, em todo o mundo. Não vamos parar agora”

Bob Goodfellow, diretor-executivo interino da Amnistia Internacional EUA

“Para começar a virar a página na longa história de violações dos direitos humanos nos EUA, o presidente-eleito Biden e o Congresso devem priorizar uma agenda corajosa de direitos humanos. Desenvolvemos onze prioridades de direitos humanos e trabalharemos com os nossos membros para garantir que sejam implementadas e mantidas”, aponta Bob Goodfellow.

Entre estas estão:

  • Terminar com a violência armada nos EUA
  • Acabar com as mortes por agentes da polícia e com o uso excessivo da força por parte das autoridades, nos EUA e em todo o mundo
  • Restabelecer o acesso a asilo, o estatuto de refugiado e a proteção humanitária a quem a solicitar possuindo razões humanitariamente definidas para tal
  • Libertar imigrantes detidos e prisioneiros de consciência
  • Defender o direito à manifestação e a liberdade de expressão nos EUA e em todo o mundo
  • Suspender a venda de armas a governos e a conflitos bélicos responsáveis por violações de direitos humanos, conforme define o direito humanitário internacional
  • Cancelar o pagamento da dívida dos países mais pobres em recuperação da pandemia COVID-19
  • Enfrentar a crise climática urgente como uma crise de direitos humanos
  • Promover a igualdade de género em todo o mundo
  • Proteger populações perseguidas em todo o mundo, no âmbito da sua participação nas Nações Unidas
  • Impedir mortes de civis cometidas com armamento fornecido ou vendido por empresas e governo dos EUA e através de operações militares dos EUA em todo o mundo, bem como encerrar Guantánamo

“Há seis décadas que defendemos a liberdade perante ditadores e quem intimida outras pessoas, em todo o mundo. Não vamos parar agora. Trabalharemos para promover estas mudanças que exigimos ao governo dos EUA e responsabilizaremos a Administração Biden pelas obrigações de direitos humanos”, afirma o diretor-executivo interino da Amnistia Internacional EUA.

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