- Conselho da Paz global revela um desrespeito gritante pelo direito internacional e pelos direitos humanos e representa nova manifestação do ataque crescente aos mecanismos das Nações Unidas, às instituições de justiça internacional e às normas universais
- É uma afronta a décadas de esforços para fortalecer a governança global através da adesão a valores universais e uma maior igualdade entre os Estados-membros, e prejudica os esforços legítimos para lidar com as limitações e lacunas do sistema atual
- Agora é precisamente o momento em que o direito internacional deve ser respeitado, defendido e aplicado, e não abandonado em detrimento de acordos ad hoc moldados e distorcidos por interesses políticos e económicos, ambição pessoal ou vaidade
A cerimónia de 22 de janeiro liderada pelo Presidente dos EUA, Donald Trump, que marca a criação do chamado “Conselho da Paz” global, revela um desrespeito gritante pelo direito internacional e pelos direitos humanos.
Para a Amnistia Internacional, representa também uma nova manifestação do ataque crescente aos mecanismos das Nações Unidas, às instituições de justiça internacional e às normas universais.
Sob a direção do seu futuro presidente, Donald Trump, e com membros compostos por aliados dos EUA, incluindo alguns chefes de Estado que Trump convidou pessoalmente, o mecanismo putativo está fundamentalmente em desacordo com o sistema jurídico internacional que sustenta a ordem global.
Sob a direção do seu futuro presidente, Donald Trump, e com membros compostos por aliados dos EUA, incluindo alguns chefes de Estado que Trump convidou pessoalmente, o mecanismo putativo está fundamentalmente em desacordo com o sistema jurídico internacional que sustenta a ordem global.
“É uma afronta a décadas de esforços para fortalecer a governança global através da adesão a valores universais e uma maior igualdade entre os Estados-membros, e prejudica os esforços legítimos para lidar com as limitações e lacunas do sistema atual”, aponta a Amnistia Internacional, numa publicação na rede X (ex-Twitter).
“Agora é precisamente o momento em que o direito internacional deve ser respeitado, defendido e aplicado, e não abandonado em detrimento de acordos ad hoc moldados e distorcidos por interesses políticos e económicos, ambição pessoal ou vaidade”, conclui o texto.
Contexto
No dia 7 de janeiro, a Administração Trump anunciou a retirada dos EUA de 66 organizações, convenções e tratados internacionais. Em resposta ao anúncio feito pela administração Trump, Erika Guevara Rosas, diretora sénior de investigação, advocacy, políticas e campanhas da Amnistia Internacional, afirmou tratar-se “de um ataque vingativo e imprudente à legitimidade e integridade das Nações Unidas e à ordem internacional baseada em regras que tem sido a base da cooperação global nos últimos 80 anos”.
Segundo a responsável da Amnistia Internacional, “com este último de uma série de ataques prejudiciais, o presidente Trump está, vergonhosamente, a redobrar os seus esforços para destruir o sistema multilateral que os EUA ajudaram a construir a partir das cinzas da Segunda Guerra Mundial, no sentido de garantir os direitos humanos universais e a proteção de todas as pessoas”.
O que é o Conselho da Paz mencionado pela Amnistia Internacional e por que está a ser criticado?
▼Que princípios do direito internacional são violados pelo Conselho da Paz, segundo a análise da Amnistia Internacional?
▼Que alternativas existiam já antes da proposta do Conselho da Paz para resolver conflitos internacionais?
▼Por que razão a Amnistia Internacional considera o Conselho da Paz uma "ameaça à ordem baseada em regras"?
▼Que consequências a longo prazo poderão resultar da implementação do Conselho da Paz, segundo a análise?
▼⚠️ Este painel de questões relacionadas foi criado com IA mas revisto por um humano.


