Ação de rua pelo fim da violência armada e ilegal - Amnistia Internacional Portugal

18 May 2021

A Amnistia Internacional realizou hoje, dia 18 de maio de 2021, uma ação de rua ao lado da Embaixada de Israel, apelando ao fim do ciclo de violações de direitos humanos que têm marcado os recentes ataques em Israel e nos Territórios Palestinianos Ocupados. A organização marca assim mais uma forma de ação perante a atual aniquilação do direito humanitário internacional, e situações em que estes ataques podem constar como crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

Em conjunto com esta ação de rua, as pessoas podem também juntar-se ao apelo online, participando através da rede de Ações Urgentes, com uma ação digital visando o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, e a embaixada de Israel em Portugal.

A par com as ações de ativismo, a organização de direitos humanos enviou também um apelo ao Ministro dos Negócio Estrangeiros, pela ocasião da reunião extraordinária dos Ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (EU) que teve lugar também hoje, apelando a que seja voz ativa para que a UE e os seu Estados membros intervenham de imediato para pôr fim ao ciclo de impunidade e violações em Israel e nos Territórios Palestinos Ocupados.

Com esta campanha, a Amnistia Internacional Portugal lançou um apelo à comunidade internacional para que pressione o governo de Israel a terminar com estes ataques extremamente violentos. O apelo estende-se aos grupos armados palestinianos e aos países que os apoiam, para que terminem com a violência armada e ilegal.

A escalada das hostilidades armadas está a provocar a morte e mutilação de civis, entre os quais mulheres e crianças, assim como a destruição de casas e outras infraestruturas nos territórios.

Em Gaza, Israel está a punir coletivamente 2 milhões de palestinianos, que têm vivido sob um bloqueio ilegal durante os últimos 14 anos. Israel deve levantar este bloqueio, terminar com as deslocações forçadas e destruição de casas, pôr fim aos colonatos ilegais e permitir que a população residente em Gaza – nomeadamente nos campos de refugiados – possa usufruir dos seus direitos, entre os quais, a segurança, que tem sido constantemente violada.

Neste sentido, a Amnistia Internacional entregou ao Tribunal Penal Internacional um pedido de investigação à violência cometida nos últimos dias para averiguar os crimes de guerra e outras violações do direito humanitário internacional cometidas pelas partes envolvidas no conflito.

As Forças Armadas israelitas têm um historial de mortes de civis palestinianos e destruição de várias infraestruturas civis e humanitárias que continua presente (edifícios residenciais, um campo de refugiados e também edifícios de escritórios, como o edifício onde estava a redação da Associated Press e da Al-Jazeera em Gaza) sob pretexto de albergarem alegadas infraestruturas militares do Hamas, acusação não demonstrada com mais evidências. Grupos armados palestinianos também cometeram algumas violações do direito humanitário internacional, com baixas civis israelitas, pese embora a desproporcionalidade de vitimas de um lado e outro do conflito sejam esamagadoramente diferentes.

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