25 May 2022

Para assinalar o lançamento do relatório sobre a Pena de Morte em 2021, a Amnistia Internacional – Portugal dirigiu-se a embaixadas que representam alguns dos principais Estados executores, mas também Estados da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) que continuam com esta prática cruel na sua legislação. Numa ação simbólica de apelo para a abolição da pena de morte, a organização deixou, junto destas Embaixadas, um nó de forca cortado, uma cópia do relatório e um apelo claro para a erradicação total da pena de morte.

O seu percurso integrou as Embaixadas da Guiné Equatorial, Brasil, Estados Unidos da América, Egito, Irão, Arábia Saudita, China e Iraque. Em cada uma delas, a mensagem, o relatório e o nó de forca cortado foram deixadas junto às várias representações, relembrando que, apesar do crecimento das sentenças de morte e excuções de 2020 para 2021, a tendência abolicionista manteve-se e um mundo sem mortes sancionadas pelos Estados continua ao alcance. Além do apelo à mudança, a mensagem exemplificava também como estes países continuam do lado errado da História, com estas mortes a representarem um desrespeito cruel pelo Direito à vida. Desde 2010, o ano de 2021 tem o segundo número total de execuções registado mais baixo, encontrando-se apenas atrás de 2020.

Paulo Fontes, diretor de comunicação e campanhas da Amnistia Internacional – Portugal, sublinha que “a resistência dos governos na abolição da pena de morte evidencia a sua preferência na aplicação desta punição desumana, em vez da análise e criação de soluções efetivas capazes de reduzir a taxa de criminalidade. Com esta ação quisemos que as representações dos países executores saibam que iremos monitorizar o número de sentenças e execuções, ano após ano, apelando continuamente à erradicação total desta punição”.

“Com esta ação quisemos que as representações dos países executores saibam que iremos monitorizar o número de sentenças e execuções, ano após ano, apelando continuamente à erradicação total desta punição”

Paulo Fontes

O relatório da Pena de Morte é uma análise global e anual, realizada pela Amnistia Internacional, que monitoriza o uso da pena de morte desde 1979.

Relatório da Pena de Morte em 2021 (Créditos: Amnistia Internacional – Portugal)

 

A mensagem de apelo à abolição da pena de morte deixada perto das embaixadas de Estados executores em Lisboa (Créditos: Amnistia Internacional – Portugal)

 

“É tempo de cortar com as práticas do passado” (Créditos: Amnistia Internacional – Portugal)

 

Nó de forca cortado, deixado junto das embaixadas de Estados executores em Lisboa (Créditos: Amnistia Internacional – Portugal)

 

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