7 Janeiro 2026

 

  • Guarda Revolucionária e forças especiais da polícia cercaram hospital e usaram espingardas e gás lacrimogéneo no edifício. Partiram portas de vidro para entrar e espancaram as pessoas que estavam lá dentro, incluindo profissionais de saúde
  • Fontes bem informadas relataram à Amnistia Internacional que as forças de segurança entraram no hospital em várias ocasiões, prendendo manifestantes feridos que estavam a receber tratamento e os seus familiares
  • Forças de segurança do Irão devem parar imediatamente uso ilegal da força e de armas de fogo contra manifestantes; acabar com detenções arbitrárias de pessoas que procuram tratamento hospitalar; garantir que os feridos recebem cuidados médicos de que necessitam e respeitar a inviolabilidade das instalações médicas

 

 

O ataque das forças de segurança iranianas a um hospital em Ilam, no Irão, onde manifestantes feridos procuravam cuidados médicos ou abrigo, viola o direito internacional e expõe, mais uma vez, até onde as autoridades iranianas estão dispostas a ir para esmagar a dissidência, defendeu a Amnistia Internacional.

As forças de segurança na província de Ilam exerceram uma repressão mortal aos protestos dos últimos dias, causando mortes e feridos. Muitos dos manifestantes feridos na repressão mortal nesta província foram levados ao Hospital Imam Khomeini para tratamento.

O ataque das forças de segurança iranianas a um hospital em Ilam, no Irão, onde manifestantes feridos procuravam cuidados médicos ou abrigo, viola o direito internacional e expõe, mais uma vez, até onde as autoridades iranianas estão dispostas a ir para esmagar a dissidência.

Informações recolhidas pela Amnistia Internacional mostram que, a 4 de janeiro, a Guarda Revolucionária e as forças especiais da polícia cercaram o hospital. Os agentes usaram espingardas e dispararam gás lacrimogéneo para o edifício, partiram portas de vidro para entrar e espancaram as pessoas que estavam lá dentro, incluindo profissionais de saúde.

Fontes bem informadas disseram à organização que as forças de segurança entraram no hospital em várias ocasiões, prendendo manifestantes feridos que estavam a receber tratamento e os seus familiares.

Informações recolhidas pela Amnistia Internacional mostram que, a 4 de janeiro, a Guarda Revolucionária e as forças especiais da polícia cercaram o hospital. Os agentes usaram espingardas e dispararam gás lacrimogéneo para o edifício, partiram portas de vidro para entrar e espancaram as pessoas que estavam lá dentro, incluindo profissionais de saúde.

As forças de segurança do Irão devem parar imediatamente o uso ilegal da força e de armas de fogo contra os manifestantes; acabar com as detenções arbitrárias de pessoas que procuram tratamento no hospital; garantir que os feridos recebem os cuidados médicos de que necessitam e respeitar a inviolabilidade das instalações médicas.

As autoridades iranianas devem libertar todas as pessoas detidas apenas por exercerem os seus direitos humanos. Devem defender os direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica, bem como os direitos à vida, à saúde e à liberdade contra a tortura e outros maus-tratos.

 

Perguntas Relacionadas

O que aconteceu no hospital de Ilam, no Irão, que levou a Amnistia Internacional a emitir um alerta?

Segundo relatos, forças de segurança iranianas invadiram o hospital Imam Khomeini, em Ilam, e agrediram pacientes e pessoal médico com bastões e spray de pimenta. A intervenção ocorreu durante protestos na cidade, violando o princípio de neutralidade dos espaços hospitalares, protegido pelo direito internacional.

Por que é que a intervenção policial num hospital viola o direito internacional?

O direito internacional humanitário e os padrões de direitos humanos estabelecem que os hospitais são zonas neutras e protegidas, mesmo em contextos de conflito ou distúrbios. A invasão de agentes do Estado nestes espaços, especialmente para reprimir ou agredir civis, constitui uma violação grave dessas normas, como sublinhado pela Amnistia Internacional.

Que tipo de violência foi reportada contra pacientes e funcionários do hospital?

Testemunhas descreveram que as forças de segurança utilizaram bastões e spray de pimenta contra doentes e profissionais de saúde dentro das instalações hospitalares. Alguns pacientes, incluindo pessoas feridas nos protestos, foram arrastados das camas e espancados, enquanto o pessoal médico tentou, sem sucesso, impedi-lo.

Qual foi a justificação das autoridades iranianas para esta ação no hospital?

Até ao momento, as autoridades iranianas não apresentaram uma justificação oficial clara para a intervenção violenta no hospital. Contudo, este tipo de ações costuma estar associado a tentativas de reprimir protestos e dissidência, mesmo que isso implique violar a inviolabilidade de espaços médicos, segundo a análise da Amnistia Internacional.

Que consequências esta repressão pode ter para os direitos humanos no Irão?

A repressão em hospitais agrava o clima de impunidade e medo, dissuadindo civis de procurarem tratamento médico por receio de detenção ou violência. Além disso, normaliza a violação de princípios fundamentais, como o direito à saúde e à proteção em contextos humanitários, o que pode levar a um aumento de abusos sistemáticos por parte das forças de segurança.

Que medidas a Amnistia Internacional recomenda para resolver esta situação?

A organização exige que as autoridades iranianas investiguem de forma independente e transparente os incidentes, responsabilizando os agentes envolvidos na violência. Também insta à garantia de que os hospitais permaneçam espaços seguros e neutros, em conformidade com o direito internacional, e que cessem imediatamente os ataques a civis, incluindo doentes e profissionais de saúde.

⚠️ Este painel de questões relacionadas foi criado com IA mas revisto por um humano.

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