5 Janeiro 2026

 

  • É muito provável que ação militar dos EUA na Venezuela constitua uma violação do direito internacional, incluindo da Carta das Nações Unidas, tal como a intenção declarada de Trump de governar a Venezuela e controlar os seus recursos petrolíferos
  • A Amnistia Internacional está particularmente preocupada com os riscos de uma nova escalada de violações dos direitos humanos no país, resultantes de operações adicionais dos EUA ou das respostas do governo venezuelano aos ataques norte-americanos
  • A Amnistia Internacional está alarmada com o facto de o ataque contra a Venezuela e a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores por um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas aprofundarem ainda mais o colapso do direito internacional e da ordem baseada em regras

 

 

A ação militar realizada no passado dia 3 de janeiro pela administração Trump, dos Estados Unidos da América (EUA) na Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores, levanta sérias preocupações sobre os direitos humanos da população venezuelana. É muito provável que constitua uma violação do direito internacional, incluindo da Carta das Nações Unidas, tal como a intenção declarada dos EUA de governar a Venezuela e controlar os seus recursos petrolíferos.

A Amnistia Internacional está particularmente preocupada com os riscos de uma nova escalada de violações dos direitos humanos no país, resultantes de operações adicionais dos EUA ou das respostas do governo venezuelano aos ataques norte-americanos.

A organização insta o governo norte-americano a respeitar o direito internacional humanitário e os direitos humanos, a priorizar a proteção dos civis e a defender os direitos humanos de todas as pessoas privadas de liberdade, incluindo o devido processo legal e o tratamento humano.

A Amnistia Internacional insta o governo dos EUA a respeitar o direito internacional humanitário e os direitos humanos, priorizar a proteção dos civis e defender os direitos humanos de todas as pessoas privadas de liberdade, incluindo o devido processo legal e o tratamento humano.

Também apela às autoridades venezuelanas para que se abstenham de mais repressão, lembrando que estão obrigadas pelo direito internacional a respeitar e proteger os direitos humanos de todos os venezuelanos.

Entre as pessoas em risco imediato estão os defensores dos direitos humanos e ativistas políticos que, há anos, se opõem corajosamente às violações dos direitos humanos e aos crimes contra o direito internacional cometidos pelo governo de Maduro. A Amnistia Internacional manifesta a sua solidariedade para com o povo venezuelano: os milhares de vítimas e sobreviventes e os milhões que fugiram após anos de graves violações e crimes contra a humanidade.

Entre as pessoas em risco imediato estão os defensores dos direitos humanos e ativistas políticos que, há anos, se opõem corajosamente às violações dos direitos humanos e aos crimes contra o direito internacional cometidos pelo governo de Maduro.

A Amnistia Internacional reitera o seu apelo de longa data para que o governo de Maduro seja investigado e, quando as provas o permitirem, os indivíduos sejam julgados por um tribunal independente e imparcial, a fim de garantir justiça, reparação e garantias de não repetição para os sobreviventes e vítimas de violações na Venezuela.

A Amnistia Internacional está alarmada com o facto de o ataque contra a Venezuela e a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores por um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança das Nações Unidas aprofundarem ainda mais o colapso do direito internacional e da ordem baseada em regras. Estas ações sinalizam um sistema internacional gerido pela força militar, ameaças e intimidação, e aumentam os riscos de ações semelhantes por parte de outros.

 

Perguntas Relacionadas

Quais são as principais preocupações da Amnistia Internacional em relação à situação dos direitos humanos na Venezuela após a ação militar dos EUA?

A Amnistia Internacional expressa preocupação com o possível agravamento da crise humanitária e de direitos humanos na Venezuela, especialmente no que diz respeito a restrições de liberdades fundamentais, como a liberdade de expressão e de reunião. A organização alerta também para o risco de aumento da repressão estatal e de violações como detenções arbitrárias, num contexto de maior instabilidade política e social decorrente da intervenção externa.

Como é que a intervenção militar dos EUA pode afetar a população civil venezuelana?

Segundo a Amnistia Internacional, a ação militar dos EUA pode exacerbar a já frágil situação humanitária no país, colocando em risco o acesso da população a bens essenciais como alimentos, medicamentos e serviços básicos. Além disso, há receio de que a tensão gerada pela intervenção resulte em maior violência, deslocações forçadas e violações generalizadas dos direitos humanos, afetando principalmente os grupos mais vulneráveis.

Que tipo de violações de direitos humanos já eram registadas na Venezuela antes da intervenção dos EUA?

Antes da ação militar, a Amnistia Internacional já documentava na Venezuela casos sistemáticos de detenções arbitrárias, tortura e repressão contra dissidentes políticos, jornalistas e ativistas. Havia também restrições severas à liberdade de expressão, associação e protesto, além de um colapso dos sistemas de saúde e judicial, que agravavam a impunidade por essas violações.

Por que é que a Amnistia Internacional considera que a intervenção estrangeira pode piorar a crise de direitos humanos no país?

A organização argumenta que intervenções militares externas tendem a aumentar a polarização política e a violência institucional, o que, por sua vez, facilita a justificação de medidas repressivas por parte do governo. Historicamente, contextos de conflito ou tensão internacional têm levado a um recrudescimento das violações, com menos escrutínio internacional e maior dificuldade para as organizações de direitos humanos atuarem no terreno.

Que grupos estão em maior risco de sofrer violações de direitos humanos na Venezuela neste contexto?

De acordo com a Amnistia Internacional, os grupos mais vulneráveis incluem defensores dos direitos humanos, jornalistas, líderes comunitários e opositores políticos, que já enfrentavam perseguição antes da intervenção. Além destes, a população em situação de pobreza, migrantes, refugiados e comunidades indígenas também correm maior risco devido à deterioração das condições de vida e ao aumento da violência institucional e social.

Que recomendações a Amnistia Internacional faz para proteger os direitos humanos na Venezuela neste cenário?

A organização exige que todas as partes envolvidas — incluindo o governo venezuelano, os EUA e a comunidade internacional — respeitem o direito internacional humanitário e os direitos humanos. Entre as medidas urgentes, destaca-se a necessidade de pôr fim a detenções arbitrárias, garantir o acesso a ajuda humanitária sem restrições, proteger civis de represálias e assegurar que qualquer ação militar ou política não resulte em mais violações. Também apela a um maior acompanhamento por parte de mecanismos independentes de direitos humanos.

⚠️ Este painel de questões relacionadas foi criado com IA mas revisto por um humano.

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