- “A tentativa de homicídio de Carlitos Cadangue, que tem vindo a denunciar a mineração ilegal de ouro na província de Manica, é extremamente preocupante e demonstra o aumento dos ataques a jornalistas no país por estarem a fazer o seu trabalho” – Tigere Chagutah
- As autoridades devem também tomar medidas urgentes para defender eficazmente os direitos humanos de todas as pessoas no país e proteger os jornalistas contra assédio, intimidação e ameaças à sua vida
- A Amnistia Internacional relatou outros casos de jornalistas assassinados ou que desapareceram à força. João Chamusse, editor da revista Ponto por Ponto, foi encontrado morto em casa, a 14 de dezembro de 2023. Arlindo Chissale não é visto desde 7 de janeiro de 2025
Em resposta à tentativa de homicídio do jornalista Carlitos Candangue, a 4 de janeiro, por homens armados que, segundo relatos, usavam uniformes da polícia, o diretor regional da Amnistia Internacional para a África Oriental e Austral, Tigere Chagutah, afirmou que “a tentativa de homicídio de Carlitos Cadangue, que tem vindo a denunciar ativamente a mineração ilegal de ouro na província de Manica, é extremamente preocupante e demonstra o aumento dos ataques a jornalistas no país simplesmente por estarem a fazer o seu trabalho”.
Tigere Chagutah defendeu que “as autoridades devem investigar de forma rápida, exaustiva, independente, imparcial, eficaz e transparente a tentativa de assassinato de Carlitos Cadangue e levar a julgamento justo qualquer pessoa suspeita de ser responsável. Este foi um ato descarado, destinado a silenciar um jornalista que tem evidenciado os erros dos poderosos e intimidado outros para que não façam o mesmo”.
“Este foi um ato descarado, destinado a silenciar um jornalista que tem evidenciado os erros dos poderosos e intimidado outros para que não façam o mesmo.”
Tigere Chagutah
Para o responsável, “as autoridades devem também tomar medidas urgentes para defender eficazmente os direitos humanos de todas as pessoas no país e proteger os jornalistas contra assédio, intimidação e ameaças à sua vida, quer por parte de agentes estatais, quer de particulares. Devem garantir a segurança dos jornalistas, defensores dos direitos humanos e ativistas no país e pôr fim à cultura de impunidade que continua a alimentar estes ataques”.
Contexto
A 4 de fevereiro, homens armados desconhecidos, que, segundo o jornalista, vestiam uniformes da polícia nacional, dispararam dezenas de tiros contra o veículo de Carlitos Cadangue, da SOICO Television (STV), na cidade de Chimoio, província de Manica, por volta das 18h.
Na altura, Carlitos Cadangue dirigia-se para casa com o seu filho. Antes da tentativa de homicídio, o jornalista recebeu ameaças de morte na sequência das suas reportagens sobre a mineração ilegal na província de Manica, que levaram à suspensãode todas as empresas mineiras que operavam na província, incluindo as envolvidas na mineração ilegal.
A Amnistia Internacional relatou outros casos de jornalistas que foram assassinados ou desapareceram à força. João Chamusse, editor da revista Ponto por Ponto, foi encontrado morto em casa, a 14 de dezembro de 2023. Arlindo Chissale não é visto desde 7 de janeiro de 2025.
A Amnistia Internacional relatou outros casos de jornalistas que foram assassinados ou desapareceram à força.
Testemunhas que falaram com a família revelaram que, no dia do seu desaparecimento forçado, viram-no a ser retirado de um autocarro público e espancado, antes de ser levado por supostos membros das forças de defesa e segurança.
O que aconteceu ao jornalista Carlitos Cadangue em Moçambique?
▼Qual é a atividade profissional de Carlitos Cadangue e por que pode estar em risco?
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▼Este caso está relacionado com outros ataques a jornalistas em Moçambique?
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▼⚠️ Este painel de questões relacionadas foi criado com IA mas revisto por um humano.


