Resolver a crise global de refugiados pode começar com quatro palavras: Eu acolho os refugiados!

Vivemos a maior crise mundial de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial, com mais de 20 milhões de pessoas – pais, crianças, famílias – obrigadas a fugir das suas próprias casas para salvar a sua vida.

Em vez de ajudar estas pessoas, a grande maioria dos líderes mundiais optou por fechar fronteiras ou virar as costas ao sofrimento humano. Em vez de receber os refugiados como pessoas que fogem da guerra, da miséria e da perseguição, muitos cidadãos optam pelo discurso de ódio, pelo preconceito e chegam mesmo a atos de violência contra os refugiados. Em vez de se facilitar processos de autonomia e integração, são levantadas barreiras burocráticas e os refugiados são, muitas vezes, deixados ao abandono e sem perceber como se movimentar na vida quotidiana dos países de acolhimento.

Resolver a crise global de refugiados pode começar com quatro palavras: Eu acolho os refugiados!

Queremos agora reiterar que acreditamos num mundo em que se criam pontes em vez de muros e em que os refugiados são parte da família global. Foram inclusive ratificadas convenções internacionais para que tragédias como estas não se repetissem.

Por isso, queremos ficar do lado certo da História. Chegou a vez de, nós, cidadãos, mostrarmos que acolhemos os refugiados e instarmos o nosso governo a levar a cabo todos os esforços possíveis para:

  • Ser um ator de relevo na União Europeia no que diz respeito à abertura de novas rotas legais e seguras;
  • Garantir que todos os refugiados a quem foi prometido asilo e os requentes a quem foi prometida entrada, sejam acolhidos pelo nosso país com dignidade, respeitando o que se encontra estipulado por lei;
  • Garantir que todos os refugiados e requerentes de asilo recebem uma resposta rápida e célere, cumprindo o estipulado pela lei;
  • Facilitar o processo de integração e autonomia dos refugiados e requentes de asilo, auscultando sempre esta população sobre as medidas que são tomadas;
  • Responsabilizar atos de discriminação, discurso de ódio e violência contra refugiados e requerentes de asilo;

Reafirmamos o compromisso “Eu Acolho” porque acreditamos na solidariedade, humanidade, no direito a viver em segurança e nos direitos humanos para todos!

(Este Manifesto será entregue ao Primeiro-ministro António Costa)

Eu acolho

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