Maratona de cartas 2018

Resistimos Juntos, vencemos juntos

A Maratona de Cartas em 2018

Atena Daemi – Irão

Tal como tantas outras pessoas, Atena Daemi sonha com o fim da pena de morte no Irão. Criticou o recorde de execuções do país nas redes sociais, distribuiu panfletos e participou num protesto pacífico contra a execução de uma jovem mulher, entre outras ações.

Inacreditavelmente estas simples ações foram usadas como “provas” para a condenar a sete anos de prisão. O seu julgamento demorou apenas 15 minutos e, já na prisão, foi alvo de ataques violentos e degradantes. É mais um exemplo cruel de como o Irão silencia o ativismo pacífico. Atena Daemi deve ser libertada hoje!

Marielle Franco – Brasil

Marielle Franco lutou destemidamente por um Rio de Janeiro mais justo. Lutou por mulheres negras, pessoas LGBTI, jovens e condenou as execuções ilegais cometidas pela polícia. Infelizmente foi silenciada, assassinada a tiro no seu carro. Uma ação que faz parte de uma tendência no Brasil, onde pelo menos 70 defensores de direitos humanos foram mortos em 2017. No Brasil, as pessoas que defendem os direitos humanos vivem com um medo permanente. Queremos justiça por Marielle Franco!

Nonhle Mbuthuma – África do Sul

Nonhle Mbuthuma lidera a luta da sua comunidade contra uma empresa mineira que quer explorar titânio na sua terra ancestral. Está a ser alvo de perseguições e ameaças, e sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Alguém a quer muito silenciar, mas ela não vai desistir: “Quando me tiras a minha terra, tiras-me a minha identidade.” Nonhle Mbuthuma e a sua comunidade devem ser protegidas!

Geraldine Chácon – Venezuela

Geraldine Chacón sempre quis defender outras pessoas. É por isso que ajuda a capacitar jovens a defenderem os seus direitos na sua cidade, Caracas. No entanto, foi reprimida pelas autoridades apenas por tentar fazer do seu país um lugar melhor para se viver.  Prenderam-na durante quatro meses e impediram-na de sair do país. O seu processo não foi fechado para que possa ser presa de novo, a qual momento, sem qualquer aviso. O caso de Geraldine deve ser encerrado para poder gozar de liberdade incondicional e continuar a agir em defesa dos direitos humanos.

Vitalina Koval – Ucrânia

Vitalina Koval trabalha arduamente para defender os direitos LGBTI e os direitos das mulheres na sua cidade natal, Uzghorod, na Ucrânia. Foi violentamente atacada após organizar uma manifestação pacífica no Dia Internacional da Mulher em 2018. Os seus atacantes foram libertados poucas horas depois. Estes ataques fazem parte de uma ampla vaga de violência e intimidação por parte de grupos de extrema direita na Ucrânia. Mas Vitalina e outros defensores de direitos humanos não vão ceder ao medo e ao ódio, e nós estamos do lado deles. É urgente proteger Vitalina e todos os defensores de direitos LGBTI e direitos das mulheres na Ucrânia!

Maratona 2018 - todos os casos

 

O que é a Maratona de Cartas?

Todos os anos, durante o último trimestre, a Maratona de Cartas mobiliza mais de cinco milhões de pessoas em todo o mundo para que assinem cartas em prol do fim das violações de direitos humanos.

É o maior evento de ativismo da Amnistia Internacional e decorre todos os anos durante o último trimestre.

Com a Maratona sensibilizamos para um conjunto de casos selecionados, o que poderá resultar numa melhoria das condições de vida para os defensores de direitos humanos. A Maratona de 2017  voltou a bater recordes de participação nacional e internacional: graças a si conseguimos enviar 308 750 assinaturas de Portugal! Todas estas assinaturas foram enviadas, tendo-se  contabilizado mais de 5 milhões de apelos, oriundos de cerca de 70 países diferentes.

 

“Aqui estou perante vocês – minha família, amigos, companheiros jornalistas, ativistas de direitos humanos, etíopes, diáspora e comunidade internacional – LIVRE das minhas correntes, emocionado com a vossa perseverança e solidariedade, e acima de tudo, fascinado com o vosso amor e generosidade. Muito obrigado!”

Eskinder Nega, jornalista e prisioneiro de consciência etíope

Porquê participar na Maratona de Cartas?

Um pouco por todo o mundo, a liberdade para nos manifestarmos contra a injustiça, a liberdade para vivemos em terras que nos pertencem há gerações, a liberdade para defendermos o ambiente ou para nos manifestarmos contra a discriminação encontra-se ameaçada. As nossas cartas, as nossas palavras e ações irão fazer pressão para que que as autoridades atuem imediatamente e para que todos os que abusam de direitos humanos sejam apresentados à justiça.

Como participar?

Fique atento! Todos os anos, perto do mês de setembro começamos a divulgar o início da Maratona. Nesse momento, terá apenas de nos fazer chegar o seu interesse em participar, via email.

Quem pode participar?

Qualquer pessoa pode participar. Escrever ou assinar um dos nossos apelos não tem limite de idade mínimo ou máximo. Disponibilizamos toda a informação sobre os casos para que todas as assinaturas sejam feitas com total conhecimento do caso em questão. Todos os anos contamos com a participação de milhares de pessoas que, em Portugal e no mundo, atuam. Desde escolas a empresas, desde universidades a jantares de família, desde cafés, museus ou à espera dos transportes, qualquer lugar é perfeito para que se assine uma carta.

A quem escrevemos?

Todos os anos, pedimos que escrevam às autoridades dos países avisados para que a mudança ocorra. Além disso, apelamos também à escrita de mensagens de solidariedade para que todos aqueles que apoiamos saibam que não estão sozinhos.

E depois?

Todas as cartas e assinaturas são contabilizadas e organizadas pela Amnistia Internacional, quer tenha participado de forma online ou de forma offline (em papel). No final da campanha, todas as cartas serão enviadas pela Amnistia, para os respetivos alvos e sem quaisquer custos para quem participa.

Em alguns casos, esses envios das cartas são acompanhados por uma reunião na Embaixada do país visado.

Funciona?

Sim! Todos os anos registamos mudanças concretas como consequência das vossas cartas e ações. As pessoas injustamente presas são libertadas. Os torturadores são levados à justiça. E as pessoas detidas são tratadas de forma mais humana.

Quero agradecer-vos, humildemente e de coração cheio, pelo vosso apoio inabalável. Mais de um milhão de vocês disse a uma única voz que a verdade importa. A minha gratidão está para lá de qualquer expressão possível. (…)  Amigos, não se enganem: há injustiça neste mundo, mas não irá durar para sempre. Faremos questão disso.”

Edward Snowden, whistleblower que denunciou as agências de serviços secretos norte-americanas e britânicas por monitorizar os telefonemas e as atividades na internet de milhões de pessoas do mundo inteiro

Sucessos

A Maratona de Cartas cresce todos os anos e em 2017 contou com um total de 5 550 650 apelos enviados. Todos os anos registamos desenvolvimentos positivos nos casos que selecionamos, sejam através da libertação de alguém que foi injustamente detido, com a implementação de leis ou com o fim das perseguições a alguém que simplesmente exigia justiça.

Vale a pena conhecer a história de alguns dos nossos casos mais recentes.

Fazer pedido de material

Se deseja receber material sobre a maratona, preencha o formulário abaixo:

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Na lista seguinte, por favor indique o que pretende


Caso pretenda recolher mais do que 525 assinaturas por caso, por favor indique quantidade de abaixo-assinados por caso que gostaria de receber.
Receberá também 23 cartões de explicação de cada caso, 15 posters, 200 autocolantes; lanternas de cada caso e pulseiras.

1) Para diminuir a nossa pegada ecológica, a edição deste ano da Maratona de Cartas não conta com as cartas em formato A5 para assinatura individual.

2) Devido ao elevado número de solicitações que nos chegam, nem sempre é possível satisfazer as quantidades exigidas. De forma a que não fiquem participações pendentes, recordamos que é possível assinar os mesmos apelos no nosso site.

Recursos