Todos os anos, durante o último trimestre, a Maratona de Cartas consegue fazer com que mais de três milhões de pessoas em todo o mundo assinem para apelar ao fim das violações de direitos humanos através do envio de cartas. Sendo o maior evento de ativismo da Amnistia Internacional, a Maratona de 2016 não foi diferente e graças a si conseguimos enviar 265 665 assinaturas de Portugal, um novo recorde nacional!

Todas estas assinaturas foram enviadas em conjunto com mais de 4 milhões de apelos, oriundos de diversos países.

 

Defender os direitos humanos é hoje um ato de coragem, não deixe que se extinga.

As nossas assinaturas têm mais poder do que imaginamos.

#MaratonaDeCartas #EuAssino

 

Quero participar

Para participar na Maratona de Cartas basta indicar o seu interesse em fazê-lo preenchendo o formulário para o efeito, onde deverá indicar o seu nome, contacto(s) e morada completa.

Após o início da Maratona, a Amnistia Internacional compromete-se a enviar todos os materiais para a sua divulgação e desenvolvimento a todos/as os/as interessados/as. A Maratona de Cartas pode ser realizada em qualquer local, e a sua participação não implica quaisquer custos.

 

“Todos ficamos com a noção da importância de como um gesto tão simples pode contribuir para a dignidade do ser humano.”.

#MaratonaDeCartas #EuAssino

Casos em foco em 2017

Clovis Razafimalala – Defensor de Direitos Humanos em Madagáscar

Acusado por proteger a floresta tropical de Madagáscar

Clovis Razafimalala faz tudo o que está ao seu alcance para proteger a ameaçada floresta tropical de Madagáscar. As suas árvores de pau-rosa são valiosos recursos que se encontram ameaçados por uma corrupta rede de traficantes empenhada em vendê-los, uma prática que se tornou num verdadeiro comércio ilegal multimilionário. A coragem de Clovis em salvar esta rara árvore cor de rubi trouxe-lhe muita atenção indesejada, já que os traficantes o consideram um alvo, e o governo opta por ignorar a situação. Clovis encontra-se atualmente a cumprir pena suspensa em liberdade, após uma condenação com base em acusações falsas.

Clovis Razafimalala: em risco por defender a floresta tropical de Madagáscar

 

 

Farid Al-Atrash e Issa Amro – Defensores de Direitos Humanos em Israel / Territórios Palestinianos Ocupados

Eu Assino

Enfrentam acusações por protestarem contra crimes de guerra

Farid al-Atrash e Issa Amro querem o fim dos colonatos israelitas – um crime de guerra que resulta dos 50 anos de ocupação do território palestiniano. Dedicados ao ativismo pacífico, os dois enfrentam ataques constantes por parte dos soldados israelitas e dos colonos. Em fevereiro de 2016, Issa e Farid protestaram pacificamente contra os colonatos e a ocupação israelita, face ao encerramento de uma rua onde se localizava um dos principais mercados para palestinianos. Consequentemente, enfrentam agora absurdas acusações formuladas para impedirem que o seu trabalho em direitos humanos continue.

 

 

 

Os 10 de Istambul – Defensores de Direitos Humanos na Turquia

Presos por defenderem os direitos humanos

Neste preciso momento encontram-se em perigo 11 pessoas que dedicaram a sua vida a defender os direitos humanos de jornalistas, ativistas e outras vozes críticas na Turquia. Entre esses 11 DDH encontram-se Taner Kılıç e İdil Eser, da Amnistia Internacional na Turquia, e Özlem Dalkıran da Avaaz e da Citizens’ Assembly. Conhecidos como os 10 de Istambul, em conjunto com Taner Kılıç, Presidente da Amnistia Internacional na Turquia, todos se encontram sob investigação de crimes relacionados com terrorismo – uma tentativa ridícula de travar o seu ativismo em direitos humanos. Podem enfrentar até 15 anos de prisão.

Liberdade para Idil, Taner e todos os defensores de direitos humanos!

 

 

 

 

Shackelia Jackson – Defensora de Direitos Humanos na Jamaica

Shackelia Jackson não deixará que a polícia fique impune pelo crime que cometeu

Recusa-se a permitir que a polícia fique impune

Shackelia Jackson não vai desistir. Quando o seu irmão Nakiea foi alvejado pela polícia Shackelia iniciou uma corajosa luta para que fosse feita justiça, ainda que para isso dependa de um sistema judicial muito lento. Ao iniciar este processo, ela reuniu dezenas de pessoas cujos familiares foram assassinados de forma semelhante. Em resposta, a polícia tem continuamente perseguido e intimidado a sua comunidade. Mas Shackelia não será silenciada.

 

 

 

 

Sakris Kupila – Defensor dos Direitos Humanos na Finlândia

A coragem de lutar pelo direito de sermos nós próprios

Sakris Kupila nunca se identificou como uma mulher. Contudo, este estudante de medicina de 21 anos, enfrenta perseguições diárias uma vez que os seus documentos de identidade afirmam que ele é mulher – o género que lhe foi atribuído à nascença. Para que possa completar o processo de mudança é lhe legalmente exigido que seja diagnosticado com um “distúrbio mental” e que seja esterilizado. Sakris opõe-se a este tratamento humilhante e, apesar de todas as ameaças e hostilidade, continuará a exigir que a lei seja alterada.

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