10 Fevereiro 2026

 

  • Um Tribunal Revolucionário condenou a defensora dos direitos humanos Narges Mohammadi pelo seu ativismo, após um julgamento extremamente injusto, e sentenciou-a a sete anos e meio de prisão e outras sanções
  • Desde a sua prisão arbitrária, a 12 de dezembro de 2025, as autoridades iranianas negaram-lhe o acesso à família e aos advogados, inclusive no tribunal, e mantiveram-na incomunicável em condições adversas, numa prisão em Mashhad
  • A laureada com o Prémio Nobel da Paz de 2023 estava em liberdade condicional desde dezembro de 2024, quando foi libertada devido a problemas de saúde

 

 

No contexto de uma repressão contínua à dissidência após os massacres ocorridos durante os protestos de janeiro no Irão, um Tribunal Revolucionário condenou a defensora dos direitos humanos Narges Mohammadi pelo seu ativismo, após um julgamento extremamente injusto, e sentenciou-a a sete anos e meio de prisão e outras sanções.

Narges Mohammadi “foi condenada a seis anos de prisão pelas acusações de conspiração e conluio, um ano e meio por atividades de propaganda e, como pena complementar, uma proibição de viajar durante dois anos”, anunciou o seu advogado, Mostafa Nili, numa publicação na rede social X.

A laureada com o Prémio Nobel da Paz de 2023 estava em liberdade condicional desde dezembro de 2024, quando foi libertada devido a problemas de saúde.

Mohammadi foi detida em dezembro, juntamente com outros ativistas, durante o funeral de um advogado na cidade de Mashhad, segundo indicações da família.

Narges Mohammadi foi detida em dezembro, juntamente com outros ativistas, durante o funeral de um advogado na cidade de Mashhad, segundo indicações da família.

Desde a sua prisão arbitrária, a 12 de dezembro de 2025, as autoridades iranianas negaram-lhe o acesso à família e aos advogados, inclusive no tribunal, e mantiveram-na incomunicável em condições adversas, numa prisão em Mashhad. Narges só teve permissão para fazer duas breves chamadas, a 14 de dezembro de 2025 e a 8 de fevereiro de 2026.

As autoridades iranianas negaram também a Narges Mohammadi o acesso a cuidados de saúde adequados e oportunos, apesar da sua saúde precária e dos ferimentos causados pela tortura.

As autoridades iranianas devem libertar imediata e incondicionalmente Narges Mohammadi e proporcionar os cuidados de saúde especializados de que a defensora dos direitos humanos necessita.

 

Contexto

Desde 2009, que Narges Mohammadi enfrenta represálias das autoridades iranianas pelo seu trabalho em prol dos direitos humanos, tendo sido condenada a várias penas de prisão injustas.

Depois de ter sido libertada em outubro de 2020, a 16 de novembro de 2021 foi violentamente detida enquanto participava numa cerimónia de homenagem a Ebrahim Ketabdar, ativista morto pelas forças de segurança durante protestos antigovernamentais, que decorreram em todo o país em novembro de 2019.

A 6 de novembro de 2023, a família de Narges Mohammadi anunciou nas redes sociais que a defensora dos direitos humanos, tinha iniciado uma greve de fome, em protesto contra a recusa do Ministério Público de a transferir para exames médicos urgentes num hospital fora da prisão, durante mais de dois meses.

Desde 2009, que Narges Mohammadi enfrenta represálias das autoridades iranianas pelo seu trabalho em prol dos direitos humanos, tendo sido condenada a várias penas de prisão injustas.

Na verdade, durante 2022, as autoridades iranianas negaram repetidamente a Narges Mohammadi acesso a cuidados de saúde adequados na prisão, colocando a sua vida em risco, como forma de represália pelo seu trabalho continuado em prol dos direitos humanos.

Além de ter sofrido vários ataques cardíacos em janeiro e fevereiro de 2022, Narges tem uma doença pulmonar pré-existente, caraterizada por dificuldades respiratórias, e para a qual tem de usar um inalador e tomar regularmente medicação anticoagulante para impedir a formação de coágulos de sangue nos seus pulmões.

Narges Mohammadi enfrenta mais de dez anos de pena de prisão, resultantes de várias condenações, na sequência de vários processos judiciais que lhe foram instaurados pelas autoridades iranianas.

Narges Mohammadi foi presa 13 vezes, condenada nove vezes e a sua última detenção ocorreu em 2021.

 

Perguntas Relacionadas

Quem é Narges Mohammadi e por que está detida no Irão?

Narges Mohammadi é uma defensora dos direitos humanos e vice-presidente do Centro de Defensores dos Direitos Humanos no Irão. Encontra-se detida devido ao seu ativismo pacífico, incluindo a denúncia de tortura, pena de morte e outras violações sistemáticas dos direitos humanos no país. As autoridades iranianas têm-na alvo de perseguição por causa do seu trabalho em prol da justiça e da igualdade.

Que acusações foram feitas contra Narges Mohammadi pelas autoridades iranianas?

As autoridades iranianas acusaram Narges Mohammadi de "propaganda contra o Estado" e "associação ilegal", entre outras alegações infundadas. Estas acusações estão relacionadas com a sua participação em protestos pacíficos, declarações públicas sobre violações de direitos humanos e colaboração com organizações internacionais de defesa dos direitos humanos.

Por que razões a Amnistia Internacional exige a libertação imediata de Narges Mohammadi?

A Amnistia Internacional considera que Narges Mohammadi é uma prisioneira de consciência, detida exclusivamente por exercer de forma pacífica os seus direitos à liberdade de expressão e associação. A organização sublinha que o seu encarceramento é arbitrário e viola o direito internacional, exigindo a sua libertação sem condições.

Que condições de detenção tem enfrentado Narges Mohammadi?

Narges Mohammadi tem sido submetida a condições de detenção cruéis e desumanas, incluindo acesso limitado a cuidados médicos adequados, apesar de problemas de saúde graves. Relatos indicam que tem sido alvo de isolamento prolongado e de tratamento degradante, o que agrava ainda mais a sua situação.

Qual tem sido o impacto do trabalho de Narges Mohammadi na sociedade iraniana?

O trabalho de Narges Mohammadi tem sido fundamental para expor violações sistemáticas dos direitos humanos no Irão, como a tortura, execuções arbitrárias e discriminação contra mulheres. O seu ativismo inspirou muitos iranianos a lutar pela justiça e pela reforma do sistema judicial, apesar dos riscos pessoais que tal envolve.

Que medidas internacionais têm sido tomadas para pressionar o Irão a libertar Narges Mohammadi?

Várias organizações de direitos humanos, incluindo a Amnistia Internacional, têm lançado campanhas globais a pedir a libertação de Narges Mohammadi. Além disso, governos e instituições internacionais têm condenado publicamente a sua detenção e instado as autoridades iranianas a respeitar os padrões internacionais de direitos humanos, sem que, até ao momento, tenham obtido resultados concretos.

⚠️ Este painel de questões relacionadas foi criado com IA mas revisto por um humano.

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