27 May 2020

A Amnistia Internacional Portugal lança, esta quarta-feira, uma campanha de venda de máscaras comunitárias certificadas, com uma componente solidária de apoio a famílias que não tenham possibilidades de adquirir máscaras de proteção.

“A pandemia de COVID-19 aprofundou as desigualdades que já existiam e para as quais são necessárias respostas. Enquanto crise de saúde pública, é necessário proteger as pessoas em maior risco”

Pedro A. Neto, diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal

Ana Rita Clara, Dino D’Santiago, Ivo Canelas e Susana Arrais são alguns dos nomes de personalidades que já se juntaram a esta iniciativa, divulgando a campanha e propondo aos portugueses que optem pelas máscaras da Amnistia Internacional, protegendo-se a si e contribuindo para a proteção de outros.

Por cada três máscaras compradas na loja online da Amnistia Internacional Portugal, a organização conseguirá angariar fundos para doar uma e para continuar o seu trabalho pelos direitos humanos em todo o mundo.  Os modelos, disponíveis para adultos e crianças, estão certificados pelo CITEVE (Relatório N.º 4436/2020), sendo produzidos em tecido 100% poliéster, dupla camada, com filtro no interior e arame nasal. Várias modalidades de compra estão disponíveis, com descontos para os conjuntos e possibilidade de fazer donativos diretos de uma ou mais máscaras.

“Há comunidades que, apesar de serem compostas por trabalhadores, vivem em condições de pobreza. Muitos nunca tiveram a possibilidade de ficar em casa, em segurança, pois tinham de sair para trabalhar, arriscando a sua vida. Hoje, o perigo continua à espreita”

Pedro A. Neto, diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal

Esta campanha enquadra-se no compromisso da organização de criar soluções no âmbito da COVID-19, devido ao impacto que a pandemia tem em matéria de direitos humanos, em especial junto dos grupos mais vulneráveis que ficam ainda mais expostos a situações de risco.

Além disso, permite apoiar diretamente a atuação da Amnistia Internacional nas mais diversas áreas dos direitos humanos, em Portugal e no mundo, como: acabar com a discriminação e promover a igualdade; garantir os direitos sociais, económicos e culturais básicos; promover respostas adequadas e céleres às pessoas que são perseguidas, que têm a sua vida em perigo, que fogem da guerra ou da violência; ensinar e educar os nossos jovens em matérias de direitos humanos.

“Com esta campanha, será possível doar diretamente máscaras a algumas pessoas que se encontram em situação de maior vulnerabilidade e não conseguem adquirir este produto essencial nesta altura. Ao mesmo tempo, a venda deste produto apoiará ainda o trabalho da Amnistia Internacional, em Portugal e no mundo. A pandemia de COVID-19 aprofundou as desigualdades que já existiam e para as quais são necessárias respostas. Enquanto crise de saúde pública, é necessário proteger as pessoas em maior risco, sendo que algumas delas vivem sem acesso adequado a água, saneamento ou eletricidade e, por isso, o risco a que estão expostas pelas circunstâncias de vulnerabilidade em que já viviam antes é significativamente maior”, explica o diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal, Pedro A. Neto.

“A campanha que lançamos precisa de todos para crescer e chegar a mais pessoas. Paralelamente, estamos também a contribuir para cumprir melhor a nossa missão”

Pedro A. Neto, diretor-executivo da Amnistia Internacional Portugal

O responsável sublinha que “há comunidades que, apesar de serem compostas por trabalhadores, vivem em condições de pobreza”. “Muitos nunca tiveram a possibilidade de ficar em casa, em segurança, pois tinham de sair para trabalhar, arriscando a sua vida. Hoje, o perigo continua à espreita e a compra de máscaras de proteção pode representar um custo que não conseguem suportar”, nota.

“A campanha que lançamos precisa de todos para crescer e chegar a mais pessoas. Paralelamente, estamos também a contribuir para cumprir melhor a nossa missão: trabalhar para um mundo onde os direitos humanos são uma realidade”, afirma Pedro A. Neto.

Desde que a Organização Mundial de Saúde declarou a COVID-19 como uma pandemia, a Amnistia Internacional Portugal tem monitorizado a situação de direitos humanos no país. Entre várias ações e atividades, emitimos um conjunto de recomendações, quando o estado de emergência foi decretado, e escrevemos ao governo para garantir que a resposta à crise sanitária tivesse por base princípios de direitos humanos. Paralelamente, lançámos uma petição que pedia a proteção dos profissionais de saúde, que juntou mais de cinco mil assinaturas.

 

COVID 19: DETERMINADOS PELA ESPERANÇA

À medida que a pandemia de COVID-19 se espalha pelo mundo, a vida pode parecer em espera – mas a luta pelos direitos humanos nunca pára.
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