COVID 19: determinados pela esperança - Amnistia Internacional Portugal

Estamos determinados a não ceder ao medo ou perder a esperança.

À medida que a pandemia de COVID-19 se espalha pelo mundo, todos estamos preocupados com o futuro. Nos países onde o vírus cresceu e se espalhou mais, muitas pessoas já perderam entes queridos. Em outros lugares, as pessoas preparam-se e reagem à propagação do vírus, interrogando-se até que ponto os sistemas de saúde podem chegar para cuidar dos doentes. Mesmo para aqueles que ainda não foram diretamente afetados, o COVID-19 está já a ser fator relevante de disrupção de vida, em dimensões que até há pouco julgávamos inimagináveis.

Esteja a trabalhar em casa, esteja sem trabalho, esteja em quarentena, autoisolamento ou a cuidar dos outros, este é um tempo solitário e incerto. A vida pode parecer em espera – mas a luta pelos direitos humanos nunca pára.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Informação

Os direitos humanos têm uma importância fundamental no compromisso que assumimos de cuidar uns dos outros e de nos mantermos unidos. Nesse sentido, a Amnistia Internacional tem vindo a responder e a contribuir com várias soluções para enfrentar a crise da COVID-19, nomeadamente:

 

 

  • Monitorizamos continuamente a forma como os governos por todo o mundo estão a responder a esta crise. Em alguns casos, vimos já o aproveitamento dos Estados de emergência para aumentarem os seus poderes de forma desproporcional ao seu fim. É o caso da Hungria, das Filipinas ou de Angola.

 

  • Estamos também a monitorizar as restrições que se verificam em alguns países no acesso à informação, tão fundamental neste tempo, ao passo que a vigilância digital tem vindo a aumentar. Com vista ao estabelecimento de condições rigorosas a ser cumpridas, emitimos em conjunto com várias outras organizações da sociedade civil uma tomada de posição conjunta e agimos em defesa de quem foi injustamente silenciado.

 

  • Estamos a acompanhar, a monitorizar e a atuar sobre o impacto que a COVID-19 está a ter, em especial sobre os grupos mais vulneráveis. Falámos já sobre como é essencial que ultrapassemos esta crise juntos, sem deixar ninguém para trás, e como cabe aos governos essa garantia, em Portugal, no Brasil, onde se somam ameaças aos povos indígenas,  no Bangladesh, junto dos refugiados na Grécia e em outros locais do mundo. Nesse sentido, acompanhamos com particular atenção a situação de vários países na região das Américas.

 

  • No âmbito particular dos refugiados, lançámos uma ação de solidariedade pelos refugiados e requerentes de asilo. São motivo de especial preocupação, pois nos campos em que se encontram não existem condições de salubridade mais básicas, não é possível o distanciamento social e os relatos que nos chegam são devastadores.

 

  • Um dos direitos humanos de que mais se fala nestes dias de pandemia é o Direito à Saúde. E a importância de garantir a segurança de todas as pessoas, em especial dos profissionais de saúde, é prioritária. Tendo por base os relatos que nos chegaram, lançámos uma petição para pedir ao governo português que garanta a proteção de quem nos protege. No total, foram entregues mais de 5000 assinaturas ao governo português com esse apelo.

 

 

SÓ UNIDOS, PODEMOS VENCER ESTE DESAFIO
QUE SE COLOCA À HUMANIDADE INTEIRA.

 

Haverá governos que tentarão que sintamos pânico à volta da crise coronavírus para esconderem as suas violações de direitos humanos. Nós estaremos a vê-los e não deixaremos que isso aconteça impunemente.

Continua a acompanhar o trabalho que estamos a dar a conhecer ao mundo:

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E por fim, mais uma solução que partilhamos para esta crise, dirigida especialmente a si:
#FiqueEmCasa e não tenha comportamentos de risco que o possam contagiar ou possam contagiar os seus entes queridos.

Encaminhamos outras recomendações pelas autoridades competentes, que lhe podem ser úteis,  e que são importantes de ter em conta.

mais informações

 

Inspiração

hope - frame from video

A nossa humanidade comum, une-nos a todos. Por isso, é sempre tempo de esperança, mesmo em tempo de pandemia global.

 

É importante não cedermos ao medo ou perdermos a esperança. Estamos todos juntos neste desafio maior da nossa humanidade. Já existem exemplos surpreendentes de solidariedade no contexto desta crise – entre vizinhos, entre nações, entre amigos e entre estranhos. No meio de todo o medo temos visto a superação diária de tantas pessoas, desde os profissionais de saúde a todas aquelas pessoas que com a sua profissão mantêm os países a funcionar durante esta crise. Há muito para ter esperança e para conseguirmos fazer melhor no futuro.

 

Se esta crise era impensável há alguns meses, o mesmo acontecia com tantas pessoas fazendo favores a estranhos ou ruas cheias com o som de vizinhos a cantar juntos. A empatia e o cuidado pelos outros estão a tornar-se o novo normal, e isso é algo que temos de celebrar e agradecer.

E é isto que pode ler na Declaração de esperança da Amnistia Internacional Portugal.

declaração de esperança

 

Agir pelos direitos humanos

 

Mesmo em tempos de incerteza,
a Amnistia Internacional vai continuar a trabalhar pelos direitos humanos
e a chamar à responsabilidade aqueles que os abusarem.

 

 

À PROCURA DE COISAS PARA FAZER ENQUANTO ESTÁ EM CASA?

Em tempos de coronavírus e distanciamento social, muitos de nós ficam em casa. Oferecemos muitas atividades de educação para os direitos humanos que podem capacitá-lo e aos seus entes queridos a desenvolver competências que promovam os direitos humanos, a igualdade e o respeito na sua comunidade e no mundo.

Por que não usar seu tempo para aprender e agir em prol dos direitos humanos?

ver atividades

 

ATIVISMO EM TEMPO DE PANDEMIA

As comunidades locais de ativistas, cujo trabalho depende do contacto direto e pessoal, precisam de se adaptar às novas regras de distanciamento social. Para vencerem os desafios que a situação atual coloca, é fundamental a construção de comunidades virtuais e digitais de ativistas para agir e mobilizar pela defesa e promoção dos direitos humanos.

Ativismo em tempo de pandemia

 

 

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Com a sua assinatura, com o seu apoio, com o seu envolvimento, somos mais fortes e, juntos, conseguimos cumprir melhor a nossa missão: contribuir para um mundo onde os direitos humanos são uma realidade, e onde existem cada vez mais histórias com finais felizes.

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