4 Outubro 2019

Uma operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro no âmbito do caso Marielle Franco resultou na detenção de quatro pessoas. As autoridades emitiram ainda um novo mandado contra o ex-polícia militar Ronnie Lessa, já detido e acusado de ser o executor direto da morte da defensora de direitos humanos e do seu motorista, Anderson Silva.

“Continuamos a acompanhar o desenvolvimento das investigações e demonstramos muita preocupação com os atrasos na identificação dos autores morais do crime”

Jurema Werneck, diretora-executiva da Amnistia Internacional Brasil

“Ficamos impressionados com a rede formada em torno da morte de uma defensora de direitos humanos como foi Marielle Franco, que atuava pelo bem comum, pelo bem dos cidadãos e cidadãs do Rio de Janeiro. Continuamos a acompanhar o desenvolvimento das investigações e renovamos a nossa preocupação com os atrasos na identificação dos autores morais do crime”, nota a diretora-executiva da Amnistia Internacional Brasil, Jurema Werneck.

Em setembro, exigimos a resolução do caso através do envio de ofícios ao Ministério Público do Rio de Janeiro e ao governador Wilson Witzel. Isto numa altura em que passava um ano e meio após os dois homicídios.

Na última semana, surgiu uma primeira resposta. O Ministério Público do Rio de Janeiro garantiu que o ofício da Amnistia Internacional seria incluído na ação penal em curso como prova da repercussão internacional do caso, o que evidencia a importância da nossa mobilização e do nosso ativismo.

“Este passo nas investigações é importante rumo ao esclarecimento de um crime brutal e esperamos que os suspeitos possam ter acesso ao devido processo legal, justo e célere”

Jurema Werneck, diretora-executiva da Amnistia Internacional Brasil

“Acreditamos que este passo nas investigações é importante rumo ao esclarecimento de um crime brutal e esperamos que os suspeitos possam ter acesso ao devido processo legal, justo e célere. Continuamos comprometidos com a família de Marielle, a sociedade brasileira e a comunidade internacional, que exigem respostas às perguntas ‘quem mandou matar Marielle e porquê?”, sublinha Jurema Werneck.

A mesma responsável lembra que “nenhum defensor dos direitos humanos está seguro no Brasil enquanto prevalecer a impunidade neste caso”. A pressão pública deve continuar a ser feita e todos os esforços são necessários. Por isso, deixamos um apelo: assine a petição que exige justiça por Marielle Franco.

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Marielle Franco: assassinada por defender os direitos humanos

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